Dermatologistas alertam para os cuidados contra a alopecia, uma espécie de calvície mais comum nas mulheres

As mulheres que sofrem com quedas de cabelo em excesso com certeza já se depararam com o termo alopecia androgenética.

Parece um palavrão, mas denomina uma condição mais comum do que se imagina: popularmente, a alopecia é conhecida como calvície e afeta tanto homens quanto mulheres.

A alopecia androgenética é causada por uma hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo, levando ao afinamento progressivo do fio de cabelo até completa obstrução do folículo piloso (local onde nascem os fios).

É uma condição que atinge 5% das mulheres”, explica a Dra. Eliane Rodrigues, dermatologista de Resende, no sul fluminense.

A doença é hereditária, passa dos pais para os filhos, e caracterizada pela rarefação dos fios capilares – eles vão afinando cada vez mais até pararem de crescer completamente.

Nos homens, existem exemplos de sobra, já que a partir de uma certa idade é comum eles começarem a apresentar buracos no couro cabeludo, que vão aumentando com o tempo.

Entre as mulheres, a condição atinge uma porcentagem baixa, mas funciona da mesma maneira: uma falha aqui e outra ali que vão aumentando periodicamente. Infelizmente, é o tipo de condição que não tem cura.

A Dra. Eliane explica que é possível, porém, controlar e até mesmo reverter um quadro de alopecia, mas há, claro, um certo nível de dedicação atrelado: “A paciente deve saber que sempre terá que usar medicamentos visando o controle da doença. Ao mesmo tempo, não necessariamente essa queda pode implicar um quadro de alopecia. Por isso é tão importante passar sempre pela avaliação de um profissional, já que cada caso é um caso” finaliza a doutora.

Anlive Bhawan (Empresária)

A empresária de Volta Redonda, Anlive Bhawan, trata da alopecia há cerca de 2 anos.

De acordo com ela, o problema apareceu de forma intensa durante a gravidez do seu filho mais novo, o Nicolas.

Sempre vaidosa, começou a notar uma queda demasiada dos fios e também algumas falhas no couro cabeludo.

Para controlar a doença, procurou ajuda médica e tratamentos complementares.

Além da terapia capilar, Anlive também toma suplementos à base de biotina.

“Sempre tive os fios de cabelo muito finos, e todas as vezes que fico estressada ou ansiosa o problema se agrava. A terapia capilar ajudou muito na qualidade e também no crescimento de novos fios”, ressalta a empresária. 

Thais Moreira (Proprietária do Studio Ahazus)

Thaís Moreira, de 25 anos, é empresária e proprietária do Stúdio Ahazus, de Volta Redonda, uma clínica de estética que fornece tratamentos capilares, corporais e diversas terapias.

De acordo com ela, uma das terapias mais procuradas é a capilar, chamada Takae Sasaki. O tratamento pode ser feito por homens e mulheres e atua contra a queda dos fios, através de um sistema detox, massagens no couro cabeludo, hidratação e sessões de infravermelhos.

Por Emiliano Macedo