Júri popular de acusado de matar mulher com banco de madeira em Lavras, MG é adiado

 Irene Aparecida Borges, de 52 anos, foi morta pelo marido em Lavras (MG) — Foto: Reprodução/EPTV
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O júri popular do homem acusado de matar a esposa com golpes de banco de madeira, em Lavras (MG), estava previsto para esta sexta-feira (23), mas foi adiado. O motivo é a ausência de duas pessoas que deveriam compor o júri. A nova data foi definida para 4 de dezembro.

Valto Antônio está no Presídio de Lavras desde o crime, em julho de 2019. Ele responde por feminicídio.

Irene Aparecida Borges, de 52 anos, foi morta dentro de casa no dia 2 de julho. Valto atingiu a mulher com golpes na cabeça durante uma briga.

Foi o marido quem ligou para o serviço de emergência, que constatou a morte no local. Segundo a polícia, ao ser preso em flagrante, o homem apresentava sinais de embriaguez.

O casal estava junto há 17 anos. Irene trabalhava como serviços gerais em um centro universitário de Lavras. O marido havia sido demitido do próprio emprego em outro local pouco tempo antes.

Ele alegou que o casal brigava com frequência depois dele ter sido demitido. Os problemas começaram quando a mulher passou a sustentar a casa. Conforme a polícia, o marido não aceitava o fato.

Segundo a Polícia Civil na época do crime, Valto confessou o crime e contou que houve troca de ameaças. Ele disse que agiu em legítima defesa após ser ameaçado com uma faca. O acusado também disse à polícia que tentava atingir a mão da vítima com o banco de madeira.

Segundo vizinhos e pessoas próximas, os dois brigavam com frequência. Irene chegou a chamar a Polícia Militar em outras ocasiões, durante brigas com o marido, mas nenhum boletim de ocorrência foi registrado.