Justiça indefere pedido de prisão de suspeito de matar funcionária pública em Bandeira do Sul, MG

Adílio Negreira

A Justiça indeferiu o pedido de prisão preventiva do marido suspeito de matar uma funcionária pública em Bandeira do Sul (MG). A decisão foi do juiz Valderi de Andrade Silveira, de Campestre (MG).

Entre os argumentos, o juiz afirmou que a prisão preventiva não pode ser decretada apenas porque o fato está causando desassossego à população. Isso, segundo a decisão, seria utilizar a prisão cautelar para atingir os fins de prisão penal. E que, tampouco, pode ser decretada para evitar que fatos de tal natureza continuem a ocorrer.

Silveira também coloca na decisão que o suspeito é réu primário, sem antecedentes criminais e que o feminicídio, embora grave, “parece ter sido um ato isolado”.

O suspeito fugiu após o crime no domingo (19). A polícia procurava pelo comerciante e candidato a vereador de 40 anos. Com o pedido de prisão indeferido, ele não é mais considerado foragido e continua como candidato na cidade.

Roberta Camile de Araújo Silva foi morta a facadas em Bandeira do Sul (MG) — Foto: Reprodução/EPTV
Foto: Reprodução

O crime

Roberta Camile Araújo, de 34 anos, foi morta em casa com 13 facas, durante uma discussão. A filha do casal contou à polícia que os pais passaram a tarde em uma chácara, comemorar o aniversário da filha mais nova e da mãe do marido. No local, começou um desentendimento. O casal voltou para a casa e, pouco tempo depois, a jovem ouviu os gritos da mãe.

Quando chegou ao quintal, viu a mulher caída, com as roupas sujas de sangue. Roberta foi atingida por oito facadas nas costas, uma no abdômen, três na perna e uma na mão.

Depois do crime, o homem fugiu. A faca foi encontrada no local pela perícia. A princípio, a polícia informou que a briga teria começado por conta da porta aberta de uma geladeira. Mas, posteriormente, concluiu que o motivo do desentendimento não ficou claro.