Orlando Silva registra boletim de ocorrência por ofensas racistas nas redes sociais durante campanha para prefeito de SP

Orlando Silva registra BO por injúria racial após ataques racistas — Foto: Reprodução

O candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva, registrou boletim de ocorrência na manhã desta terça-feira (3) na Polícia Civil após ser alvo de agressões e ataques racistas nas redes socais. O boletim foi registrado como injúria racial, crime para o qual o Código Penal prevê pena de prisão de um a três anos e multa.

O caso foi registrado no 26º Distrito Policial, localizado no Sacomã, na Zona Sul de São Paulo, perto de onde Orlando Silva reside com a família.

O boletim de ocorrência lista ao menos 6 ofensas recebidas por Orlando Silva, de pessoas diferentes, em três redes sociais distintas. Dentre as frases listadas pelo candidato nos ataques estão: “volte pra sua origem, coisa feia dos infernos“, “porco ladrão rico em melanina“, “ainda fala de cor… você é um bosta“, “negro de alma branca“, “preto e comunista” e “queria ver ser preto lá na URSS“.

O nome dos perfis das pessoas que fizeram os ataques consta no BO, para que a polícia possa identificar a procedência das agressões.

“Não se pode naturalizar essas agressões racistas. A internet não pode ser uma terra sem lei, que serve para acobertar essas barbaridades, não se pode naturalizar isso”, afirmou o candidato.

Orlando Silva pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito para apurar a procedência dos ataques e identificar os autores e o caso será levado para uma delegacia especializada em apurar ataques discriminatórios pela internet.

“Não podemos tolerar, racismo é crime. Também na internet as pessoas são responsáveis pelo que falam e pelo que praticam, para não deixarmos impune agressões racistas”, acrescentou ele.

Orlando Silva divulgou no Twitter foi à delegacia pedir investigação sobre ataques — Foto: Reprodução

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) informou que “o caso, registrado como injúria pelo 26º DP, será encaminhado para a Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para representação criminal.”

Por Tahiane Stochero