Vereador Zico Bacana passa mal e é levado para hospital no dia seguinte a ataque a tiros no Rio

O vereador Zico Bacana (Podemos) foi levado nesta terça-feira (3) para o Hospital da Unimed, na Zona Oeste do Rio, após passar mal. De acordo com informações da equipe do parlamentar, ainda não havia um diagnóstico da equipe médica por volta das 15h.

O candidato à reeleição em 2020 para um posto no legislativo municipal do Rio teve pressão alta e tonteiras. O vereador foi baleado de raspão na cabeça na segunda-feira (2), após ser atacado a tiros durante uma agenda de campanha na Zona Norte do Rio.

Uma das linhas de investigação da polícia sobre o ataque sofrido pelo parlamentar é que traficantes de drogas de uma das facções mais perigosas do Rio seriam os mandantes.

Conforme mostrou a TV Globo, os traficantes estariam em disputa territorial com a milícia. Zico Bacana é ex-policial militar. Em 2008, ele foi citado no relatório final da CPI das Milícias por suposta ligação com grupos paramilitares.

A polícia não descarta outras hipóteses para o crime. Uma delas é que o alvo dos atiradores seria outra pessoa.

“Fui alvejado na cabeça. Caí no chão. O que aconteceu foi tentativa de homicídio. Eu não posso dizer como aconteceu, foi muito rápido. Vários disparos que foram efetuados”, afirmou o parlamentar.

Zico Bacana foi baleado de raspão, recebeu alta, mas voltou a ser hospitalizado nesta terça-feira (3).

O vereador e candidato Zico Bacana (Podemos) foi baleado na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução

O parlamentar fazia campanha em um bar da Zona Norte do Rio e o carro em que ele estava foi atingido por pelo menos 15 disparos de arma de fogo. Zico Bacana, que tenta a reeleição, foi atingido de raspão na cabeça e se recupera em casa.

No bar, dois homens foram baleados e mortos. Outros dois que estavam com o vereador também foram feridos.

42 assassinatos de políticos em 4 anos

A Polícia Civil do Rio montou uma força-tarefa e quer impedir que criminosos interfiram nas eleições de 2020. Os investigadores já identificaram essa interferência na Capital e na Região Metropolitana.

O Rio de Janeiro vive uma escalada de ataques contra políticos. Desde as eleições de 2016, foram pelo menos 42 assassinatos. Em 2020, três foram mortos na Baixada Fluminense.

Zico Bacana (de preto) em ato de campanha em um campo de futebol antes de ser baleado — Foto: Reprodução — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Outros casos

Em outubro, um candidato e uma cabo eleitoral foram mortos — a polícia investiga se foram crimes políticos. No dia 1º de outubro, Mauro Miranda, candidato a vereador em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi morto a tiros. Outras duas pessoas foram baleadas no ataque.

Já no último dia 31, a cabo eleitoral Renata Castro, de Magé, foi morta a tiros. Ela esteve no dia anterior na delegacia da Polícia Federal de Niterói para fazer uma denúncia. Na saída, postou um vídeo citando um vereador da região e relatou que sofreu ameaças dele.

Por Pedro Figueiredo