Pazuello diz que registro de vacina é previsto para fevereiro; Doria questiona

Governador perguntou ao ministro se favorecimento a imunizantes ocidentais tinha motivação política ou partidária; general disse governo deve comprar outras vacinas, se houver necessidade

Foto: Carolina Antunes/PR

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira (8), em reunião virtual com governadores, que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve levar ao menos 60 para aprovar o uso de qualquer vacina contra a Covid-19 no Brasil.

Pazuello falou especificamente sobre o imunizante da AstraZeneca/Universidade de Oxford. Ele não esclareceu se falava da análise para uso emergencial ou sobre o registro definitivo da vacina.

No encontro, o ministro ainda discutiu com o governador João Doria (PSDB), que anunciou na segunda-feira (7) a previsão para início da vacinação com a Coronavac no dia 25 de janeiro. Pazuello alegou que a Anvisa ainda aguarda o resultado da fase 3 dos testes.

“O presidente falou claramente isso aí: todas as vacinas que tiverem seu êxito, sua eficácia com seus registros da Anvisa da maneira correta, e, se houver necessidade, por que não adquirir?”, afirmou.

O ministro contabiliza ter no planejamento 300 milhões de doses ao fim de 2021, somando 160 milhões da AstraZeneca e 42 milhões da Pfizer.

Doria questionou o ministro se o governo federal favorecia as duas marcas ocidentais por uma questão política ou ideológica, já que elas teriam recebido investimento do governo federal, enquanto para o Instituto Butatan “não houve um centavo”.

O ministro, por outro lado, lembrou o fato da Coronavac ainda não ter apresentado o resultado sobre sua eficácia. “Tentar acelerar é justo, mas não podemos abrir mão de segurança e eficácia. Nós é que seremos responsabilizados por nossos atos”, respondeu.

Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou um plano de vacinação que previa quatro fases, com início da imunização somente em março.