PM de Pinheiral alega que tiro que matou jovem que matou jovem que saiu na saída de Natal foi acidental

Uives Alex Santos Reis, de 30 anos, foi morto por um tiro de fuzil disparado por um policial militar do 28º BPM (Volta Redonda), na noite desta segunda-feira, 28, no bairro Palmeiras, em Pinheiral.

Segundo relatos dos policiais militares, que foram ao local averiguar denúncia de festa clandestina com aglomeração de pessoas e perturbação do sossego, o homem não atendeu a ordem para que todos colocassem as mãos na parede e virassem de costas, tentando, supostamente, enfrentar os policiais durante a abordagem com gritos de “ninguém vai ser revistado aqui”.

Houve revolta popular com a morte de Uives, que estava em liberdade por indulto de Natal e possuía nove anotações criminais – três por homicídio, cinco por tráfico e associação ao tráfico de drogas e uma por corrupção ativa.

De acordo com nota emitida pelo 28º BPM nesta terça-feira, 29, o homem foi atingido acidentalmente por um tiro de fuzil, durante resistência à abordagem policial.

As circunstâncias no momento do tiro estão sendo investigadas pelos agentes da 101ª Delegacia de Polícia Civil, em Pinheiral.

NOTA DA PM

Visando averiguar a veracidade das denúncias e preservação da ordem pública, guarnição policial militar se deslocou ao local da ocorrência onde se deparou com um grupo de pessoas ostentando som alto conforme características da denúncia. Ao realizar abordagem, para segurança dos ali presentes e da guarnição policial, foi ordenado que todos se colocassem com as mãos na parede e em posição de revista pessoal. Neste momento, quando os policiais se encontravam com atenção ao grupo que seria revistado, surgiu uma pessoa do interior do imóvel gritando com atitude muito agressiva: “ninguém vai ser revistado aqui” “ninguém vai ser revistado aqui”. Policiais então, tiveram a atenção voltada para este ‘elemento’ e por diversas vezes, solicitaram ao mesmo que se juntasse ao grupo encostando as mãos na parede e em posição de revista pessoal. Que o mesmo, além de não acatar a ordem policial, investiu agressivamente contra as guarnições tentando tomar o fuzil de um dos policiais em serviço. Na atitude sorrateira e tempestiva do suspeito, o policial militar visando se defender e protegendo a integridade de todos os presentes ofereceu resistência à investida do ‘elemento’ que se agarrou ao armamento ocasionou luta corporal contra o policial militar com ações de “puxa e empurra”, tentando insistentemente empunhar o armamento para posição de disparo. Que nesta ação agressiva gerada pelo ‘elemento’ ocorreu o disparo do armamento vindo a atingir o mesmo.

Por Papagoiaba