Polícia ouve novas testemunhas no caso da mulher que morreu depois de cair de cobertura em Belo Horizonte

Hilma Balsamão, morreu depois de uma queda de uma cobertura, no bairro Castelo, em BH — Foto: Polícia Civil
 Foto: Polícia Civil

Duas testemunhas que estavam na mesma festa em que Hilma Balsamão morreu ao cair da cobertura de um prédio, no bairro Castelo, Região da Pampulha, prestaram depoimentos à Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (1º), no Departamento de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP), no bairro Lagoinha, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Um dos depoimentos foi o de Ângela Maria Ezequiel , amiga de Hilma. Ela ficou cerca de duas horas no local e não quis falar com a imprensa.

Ângela Maria Ezequiel prestou depoimento na delegacia de Polícia Civil, em BH — Foto: Henrique Campos/TV Globo
Foto: Henrique Campos

No boletim de ocorrência, Ângela disse que Hilma e Gustavo Veloso estavam na cobertura. Ela ouviu um forte barulho e depois foi informada que a vítima teria se jogado da sacada.

Welliton Costa, músico que estava na festa no dia da morte de Hilma, presta depoimento em delegacia de BH — Foto: Henrique Campos/TV Globo
Foto: Henrique Campos

O cantor Weliton Costa também prestou depoimento, nesta tarde. No dia da morte de Hilma, ele disse aos policiais que era conhecido de Gustavo, que sempre tocava em festas dele. Na hora da queda, Weliton contou que também ouviu um barulho e que teriam dito para ele que Hilma teria se jogado da cobertura.

Segundo o advogado da família de Hilma, Mario Lúcio de Moura Alves, o Ministério Público também vai investigar o caso. A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento, mas sob sigilo.

Quatro pessoas já foram ouvidas pela Polícia Civil até agora.

Investigações

A Polícia Civil investiga a morte de Hilma, que caiu da cobertura de um prédio, durante uma festa, na última sexta-feira (20), no bairro Castelo, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Segundo informações do boletim de ocorrência, um vizinho acionou a Polícia Militar, dizendo que ouviu discussões vindas do apartamento 401, onde Hilma estava desde o início da tarde.

Logo após a confusão, o morador contou à polícia que escutou um forte barulho na área privativa do prédio.

Ao chegar na parte externa, o vizinho encontrou a vítima caída, com ferimentos na cabeça e no corpo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da administradora.

A queda foi de uma altura de aproximadamente 15 metros. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Relacionamento conturbado

Militares que foram até o local conversaram com Gustavo de Almeida Veloso, morador do apartamento onde a vítima estava. Ele alegou que os dois tinham um “relacionamento afetivo casual”.

Hilma Balsamão, morreu depois de uma queda da cobertura de um prédio, no bairro Castelo, em BH — Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

No dia da queda, segundo ele, Hilma não aceitou o fim do relacionamento e teria jogado uma garrafa de bebida no chão, o que teria iniciado uma briga entre o casal.

Gustavo ainda contou para a polícia que os dois teriam feito uso de bebidas alcoólicas. Em um momento, ele pediu para que o filho filmasse com o celular a discussão com Hilma, mas que ela teria tomado o telefone do adolescente e jogado no chão.

Ainda segundo o namorado da vítima, ela teria se aproximado da sacada e se jogado do 4º andar.

No boletim de ocorrência, o homem negou que agrediu Hilma. Um vizinho que pediu para não ser identificado contou que as brigas entre o casal eram corriqueiras.

“Infelizmente tinham festas constantes no apartamento e, realmente, a gente ouvia discussões”, contou o morador.

A polícia informou que outros frequentadores da festa alegaram que não estavam na cobertura no momento da confusão e não souberam explicar para os militares o que teria acontecido.

Por Cristiane Leite e Maria Lúcia Gontijo