Prefeito de Ilhabela determina paralisação de montagem de Hospital de Campanha e suspende contrato de estruturas

Após revogar na última segunda-feira (4/1) um decreto da gestão passada que desapropriava uma área de R$ 17 milhões ao lado do Campo do Galera, o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci (PL), anunciou nesta quarta-feira (6/1) a suspensão do contrato de locação e montagem de estruturas. Ele determinou a paralisação da montagem de um “Hospital de Campanha”, no estacionamento do Hospital Municipal “Gov. Mário Covas” e ainda a retirada de tendas montadas na Vila, centro histórico da cidade.

Em relação ao “Hospital de Campanha” previsto pela gestão anterior, Colucci disse que não haverá qualquer prejuízo à população. “A decisão não irá afetar o atendimento à população. Pelo contrário, já estamos trabalhando na readaptação de um prédio público, que atenderá a população, disponibilizando mais leitos que o previsto pela administração anterior e ainda controlando os gastos públicos com responsabilidade e experiência de gestão pública”, justificou.

Além da paralisação do “Hospital de Campanha”, o documento também suspende imediatamente e por prazo indeterminado os serviços do contrato da empresa, que tem como objeto a “locação e montagem de estrutura e eventos no calendário do município”. Painéis de led também serão removidos.

Segundo a prefeitura, a região com o maior número dessas estruturas é a do Centro Histórico – Vila. “Essas tendas tem descaracterizado um importante ponto turístico de nossa cidade, que é a Vila, e diminuindo a visibilidade da história e da importância dessa região para quem nos visita. Outro item muito importante na remoção dessas tendas é a economia nos cofres públicos, que chega próximo de R$ 1 milhão”, declarou o prefeito.

O prefeito também apontou problemas com as tendas que cercam as calçadas das ruas da Padroeira e São Benedito “Quando recebemos uma visita, deixamos a casa limpa e em ordem para que ela se sinta bem recebida e deseje voltar. Infelizmente, essas estruturas contribuíram para o acumulo de sujeiras, dejetos humanos e ainda servindo de abrigo para moradores em situação de rua, estamos espantando os nossos visitantes com tamanha sujeira e desordem”, salientou o prefeito.

De acordo com a prefeitura, outro problema apontado foi que o espaço, inicialmente implantado para que artesãos devidamente licenciados expusessem e comercializassem os seus produtos, também está abrigando não-licenciados. “Não prejudicaremos os que estão regularizados, eles serão realocados na praça das Bandeiras”, finalizou o prefeito Toninho Colucci. A única estrutura que será mantida é a do embarque da balsa em São Sebastião.

Por Radar Litoral