Câmara de Lorena, SP aprova criação de Conselho da Mulher

Projeto busca garantir direitos e mais representatividade às lorenenses; proposta recebe aval unânime

A vereadora Wanessa Andréa, uma das principais envolvidas na criação do Conselho em Lorena (Foto: Marcelo A. dos Santos)

Em meio à luta diária das mulheres por mais reconhecimento e representatividade, as moradoras de Lorena ganharam um motivo para comemorar na última segunda-feira (8). Por unanimidade, a Câmara aprovou na última sessão a criação do CMDDM (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres).

Apesar de encaminhada ao Legislativo pelo prefeito Sylvio Ballerini (PSDB), a proposta de implantação do CMDDM foi elaborada em parceria entre a procuradora jurídica da Câmara de Lorena, Mônica de Luna (considerada a “mãe” da ideia) e a vereadora Wanessa Andrea Vieira (CIDADANIA).

Durante entrevista ao programa “Atos no Rádio” na última quinta-feira (11), a parlamentar explicou que a criação do conselho busca garantir que as moradoras de Lorena tenham acesso a políticas públicas que contribuam para uma melhor qualidade de vida e representatividade nas decisões municipais. Além de defender os direitos da mulher, o órgão buscará também o apoio público e privado para o desenvolvimento de projetos de capacitação profissional e de amparo social.

De acordo Wanessa, o conselho será aberto para a participação das moradoras de todas regiões da cidade, independentemente de suas condições sociais e de grau de escolaridade, que encontrarão nas reuniões a oportunidade de proporem e debaterem alternativas que possam impactar em melhorias para este público.

A parlamentar almeja ainda que a iniciativa contribua para que futuramente mais mulheres se candidatem e sejam eleitas para cargos políticos na cidade. Além de Wanessa, a atual legislatura, formada por 17 vereadores, conta apenas com a participação feminina da vereadora, Ana Lúcia Silva, a Lúcia da Saúde (PP), que apoiou a proposta da colega.

Segundo Wanessa, o projeto teve também o respaldo de Ballerini e do presidente da Câmara, Fábio Longuinho (PSD).

Antes de receber o aval da Casa, a proposta sofreu uma emenda modificativa de Wanessa e Lúcia da Saúde, também aprovada por unanimidade, alterando a redação de um trecho do documento. A mudança garantirá que 12% das doações de empresas ou recursos governamentais destinados ao conselho, sejam depositados no fundo CMDDM, garantindo sua “saúde financeira”. “Tenho que destacar a participação essencial neste projeto da doutora Mônica de Luna, que é uma estudiosa sobre os direitos das mulheres. O conselho nasce da necessidade da criação de um espaço voltado à defesa feminina e garantia ao cumprimento de políticas públicas de apoio. Estamos plantando uma semente para que num futuro próximo as mulheres tenham ainda mais reconhecimento e representatividade na sociedade”.

Após a aprovação Legislativa, o projeto foi encaminhado para sanção do chefe do Executivo.

Por Lucas Barbosa | Jornal Atos