Estado estuda uso do AME de Lorena para ampliar leitos de Covid-19

Região enfrenta falta de vagas para vítimas da pandemia; Saúde nega contratações temporárias imediatas de profissionais na unidade

Foto: Marcelo A. dos Santos

O Governo do Estado confirmou na tarde da última quinta-feira (25) que analisa a possibilidade de implantar no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Lorena leitos para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus (Covid-19). A ação seria uma alternativa para tentar suprir a demanda por vagas nos hospitais da região.

Na manhã da última quarta-feira (24), internautas de Lorena compartilharam nas redes sociais uma imagem em que é anunciado que o AME abriu um processo seletivo para a contratação temporária de profissionais que atuariam num suposto Hospital de Campanha de Covid-19 que seria implantado na unidade.

As vagas seriam para as funções de: supervisor de enfermagem, enfermeiro de UTI e clínica médica, auxiliar de enfermagem e farmácia, farmacêutico, agente de manutenção geral, copeiro e agente de higienização.

Procurada pela reportagem do Jornal Atos, a secretaria estadual de Saúde, além de informar que desconhecia a origem da imagem, negou a realização de um processo seletivo para contratações temporárias.

Em contrapartida, a pasta explicou que abriu recentemente as inscrições para o cadastramento reserva de profissionais de Saúde, em caso de necessidade de ampliação do quadro de funcionários do AME. A ação é considerada padrão nos aparelhos públicos de Saúde.

Em nota oficial, o Estado revelou que avalia a possibilidade de expansão de leitos Covid-19 em diversos serviços, inclusive nos AME’s, para tentar fazer frente ao aumento de internações nesta segunda onda da pandemia.

A atual gestão estadual, comandada pelo governador João Doria (PSDB), ressaltou que a implantação de qualquer novo hospital de campanha requer análises técnicas quanto à sua capacidade estrutural e de funcionários.

O documento enfatizou ainda que “o AME Lorena é um dos locais em avaliação e, portanto, qualquer afirmação sobre este serviço ainda é precoce (trecho da nota)”.

Por Lucas Barbosa | Jornal Atos