UTI Respiratória atinge 100% de ocupação em São Sebastião e Felipe Augusto anuncia medidas restritivas mais duras

A UTI Respiratória para pacientes com Covid-19 atingiu 100% de ocupação em São Sebastião, o que já havia ocorrido com a emergência. A informação foi passada pelo prefeito Felipe Augusto, durante uma live no Facebook no início da noite deste domingo (14). Ele anunciou medidas mais duras de restrição a partir desta segunda-feira (15).

Acompanhado do secretário de Saúde, Reinaldinho Moreira, da secretária-adjunta Maria Ângela e da diretora da Vigilância Epidemiológica, Fernanda Paluri, o prefeito disse que o cenário é grave e preocupante. “Estamos preparando uma estrutura extra para atendimento e o Hospital de Clínicas inicia pedidos de transferência para pacientes que chegarem em estado grave”.

De acordo com informações passadas na live, na UTI Respiratória do Hospital de Clínicas haviam 20 pessoas internadas, sendo 11 pacientes intubados e um outro em vias de completar o 12º. 

O prefeito destacou também o maior número de contaminação de crianças. Neste domingo, dos 53 atendimentos feitos até às 18 horas no centro, 15 foram de crianças. Na Costa Sul, foram oito crianças entre os 59 atendimentos.

Felipe Augusto fez um apelo para que a população fique em casa nesta semana. “Sabemos da situação econômica, modulamos o que podia ser feito, mas agora teremos de tomar medidas mais drásticas. Estamos instalando novos respiradores, mas não há médicos, enfermeiros e medicamentos. Atingiu todo o sistema de saúde”.

O prefeito creditou a maior dificuldade econômica por falta de planejamento dos governos Federal e Estadual. “Muitos países fecharam estradas e o governo subsidiou o comércio. As prefeituras não podem fazer isso”.

Não será permitido guarda-sol e cadeiras nas praias a partir desta segunda-feira, a fiscalização será mais intensa e será proibido o estacionamento nas orlas e também na região central, segundo o prefeito.

Reinaldinho Moreira afirmou que a Prefeitura aguardou para soltar o decreto da fase emergencial na expectativa de uma melhora dos números, mas aconteceu exatamente ao contrário. “Todas as faixas etárias estão sendo contaminadas. Na UTI há pacientes de 35, 40 e 45 anos. Faltam insumos, médicos e medicamentos. Não é só leitos. Atingiu todo o sistema de saúde”.

Felipe Augusto afirmou que “seguramos o colapso na saúde um ano. O decreto de calamidade pública foi em 15 de março do ano passado. Essa nova cepa está colapsando a saúde. Precisamos de ajuda de todos. Só saíam de casa se for necessário”.

Por Radar Litoral