Júri condena homem a 29 anos de reclusão por assassinato de genro em Piraí

O juiz Fellipe Bastos Silva Alves, da Vara Única de Piraí, condenou na segunda-feira (dia 26) o pedreiro Valdir Rodrigues da Graça, de 43 anos, a 29 anos e 9 meses de reclusão pelo crime de homicídio duplamente qualificado praticado contra seu genro, Lucas Gonçalves Pinto, 24 anos. Esta é a maior condenação aplicada por um júri realizado na comarca do município do Sul do Estado.

De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor de justiça Marcelo Airoso Pimentel, Lucas foi assassinado após conversar com o sogro e o acusado pelo crime recusar um posterior aperto de mão. Com a negativa, ele disse que “não respeitaria [o sogro] se não fosse respeitado”.

Quando o jovem se preparava para sair do local foi atingido por uma facada na altura do peito. O crime foi presenciado pela namorada da vítima e outros familiares.

Ainda de acordo com o MP, o crime foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso aconteceu no dia 16 de dezembro de 2019, no bairro Ponte das Laranjeiras, em Piraí. Lucas chegou a ser encaminhado ainda com vida ao Hospital Flávio Leal, mas não resistiu aos ferimentos. O acusado tentou fugir, mas foi encontrado tentando se esconder no alto de uma árvore.

“Quando eu fiz o júri, pedi ao juiz que aplicasse a pena mais alta. Já está na hora do Brasil dar valor à vida humana, porque as pessoas aqui matam, as penas não são altas e ainda existem muitas progressões, que a pessoa acaba não cumprindo nada, muito pouco”, destacou o promotor Marcelo Airoso.

Por haver duas qualificadoras, a pena de Valdir Rodrigues foi ampliada em quatro anos e noves meses, totalizando 29 anos e 9 meses de reclusão, que deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. O pedreiro já tinha passagens por outros crimes.
“Fiz esse pedido [da qualificadora] e fui atendido. O crime era de consequência grave. Na denúncia, o cara matou só porque ele não quis apertar a mão do genro”, explica o representante do Ministério Público do Estado. Lucas Gonçalves Pinto deixou uma filha de três anos.