Lava Jato: Cruzeirense Renato Duque é condenado a 3 anos e meio de prisão por lavagem de dinheiro

Ex-diretor de Serviços da Petrobras, que deixou a prisão há mais de um ano, deverá cumprir pena em regime aberto. Justiça determinou confisco de R$ 69 milhões em favor da estatal.

O cruzeirense Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, foi condenado a três anos, seis meses e 23 dias de prisão – em regime aberto – por crimes de lavagem de dinheiro investigados na Operação Lava Jato.

Ele não poderá exercer cargo ou função pública pelo dobro do período.A sentença do juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, é de 26 de março.

O magistrado também determinou o confisco de R$ 69 milhões mantidos em contas do exterior.Esse dinheiro, conforme a decisão, estava em nome das offshores Milzart Overseas Holdings INC e Pamore Assets INC, usadas pelo ex-diretor da Petrobras.

A sentença absolveu Duque da prática de dois crimes de evasão de divisas por entender terem sido absorvidos pelos de lavagem de dinheiro.

Os crimes foram confessados pelo ex-diretor, segundo a decisão. Ele renunciou ao direito sobre as contas em nome das offshores e prestou informações sobre esquema criminosos de terceiros.

Por isso, teve a a pena reduzida em um terço.O processo desta condenação é decorrente da constatação de diversas investigações e outras ações penais no âmbito da operação que indicaram que Duque obteve valores milionários com a prática de crimes envolvendo a Petrobras.

A investigação contou com a cooperação jurídica internacional com o principado de Mônaco.Em março de 2020, Duque colocou tornozeleira eletrônica e deixou a prisão no Paraná rumo ao Rio de Janeiro.

Ele ficou preso por cinco anos após investigações e condenações da Lava Jato. A nova sentença se refere à oitava denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Duque no âmbito da operação.

Veja abaixo as outras condenações de Renato Duque na Lava Jato na 1ª instância:setembro de 2015: 20 anos e 8 meses por corrupção e lavagem de dinheiro;março de 2016: 20 anos, 3 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro;maio de 2016: 10 anos por corrupção; março de 2017: 6 anos e 8 meses por corrupção;junho de 2017: 5 anos e 4 meses por corrupção;agosto de 2017: 10 anos por corrupção;maio de 2018: 2 anos e 8 meses por corrupção; novembro de 2018: 3 anos e 4 meses por corrupção;fevereiro de 2020: 6 anos, 6 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro;julho de 2020: 3 anos e 11 meses por corrupção;fevereiro de 2021: 3 anos, 7 meses e 22 dias por lavagem de dinheiro. Renato Duque, que é ex-diretor de Serviços da Petrobras, ficou preso por cinco anos —

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