Ministro da Saúde visita centro de distribuição em SP que vai receber 1º lote de vacinas da Pfizer, previsto para chegar nesta quinta

Marcelo Queiroga comentou número de mortes por Covid-19 no Brasil, que chegou a 400 mil nesta quinta-feira, e pediu que imprensa ajude a conscientizar população. Carregamento com 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer deve chegar nesta quinta a Viracopos.

Foto: Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou nesta quinta-feira (29) um centro de distribuição de vacinas e insumos do governo federal em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele esteve no galpão onde câmeras frias vão armazenar, a uma temperatura de -70ºC, o primeiro lote de vacinas contra Covid-19 produzidas pela Pfizer a chegar ao Brasil.

O carregamento com 1 milhão de doses está previsto para chegar nesta quinta ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, por volta das 19h.

Durante a visita ao centro de distribuição, Queiroga comentou o número de mortes por Covid-19 no Brasil, que chegou a 400 mil nesta quinta-feira.

“Queria pedir a vocês da imprensa que nos ajudem a orientar os brasileiros a vencer esta grande dificuldade”, disse o ministro.

Por conta das características de armazenamento do imunizante da Pfizer, o Ministério da Saúde informou que deve distribuir essas doses somente entre as 27 capitais, de maneira proporcional e igualitária, entre esta sexta-feira (30) e sábado (1º).

Além de Queiroga, participaram da visita o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, além de Carlos Alberto França, das Relações Exteriores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também acompanharia o grupo, mas cancelou a viagem na última hora, segundo a assessoria.

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quarta-feira, 28 de abril, durante pronunciamento após reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19 — Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Foto: Mateus Bonomi/Agif – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Doses ‘perdidas’

Durante a visita a São Paulo, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, também comentou a questão das 104 mil doses de CoronaVac que estavam em depósito de distribuição do governo federal em Guarulhos. Elas começaram a ser distribuídas aos estados nesta quinta. O secretário admitiu que as doses estavam retidas, mas negou que estivessem “perdidas”.

“É importante frisar que essas doses não estavam perdidas. Foi um pedido do Ministério da Saúde ao Instituto Butantan para a antecipação dessas doses e isso foi feito. E o Ministério assume o compromisso de encaminhar essas doses o mais rápido possível”, disse.

Após cidades de ao menos 18 estados interromperem a aplicação da segunda dose por falta do imunizante, o Ministério da Saúde informou que distribuiria as novas doses a partir desta quinta-feira. A pasta, no entanto, não havia detalhado a origem desses imunizantes e qual o motivo para que a entrega não tivesse sido realizada antes.

Nesta quinta, Cruz afirmou que as doses são oriundas de uma remessa emergencial do Instituto Butantan de 180 mil doses para o cumprimento de uma decisão judicial da Paraíba, que, em 20 de abril, determinou o envio imediato de 75,1 mil doses ao estado.

“Essas doses ficaram dois dias no Centro de Distribuição pra se somar à Astrazeneca e formar um carregamento maior aos estados, porque a gente sabe que 100 mil doses é uma quantidade pequena para distribuir ao Brasil inteiro. Houve um somatório com as doses da Astrazeneca, e o Brasil já está recebendo esses 5,2 milhões de doses.”

Na manhã desta quinta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), acusou o Ministério da Saúde de ter “esquecido” 104 mil doses da vacina no depósito de Guarulhos.

“Inacreditável. 100 mil doses da Vacina do Butantan esquecidas pelo Ministério da Saúde em centro de distribuição em SP. O povo precisando de vacinas e o Governo Federal esquece vacinas em depósito. Vergonhoso”, disse o governador nas redes sociais.