Vereador Marcelo Coutinho, o ‘Celão’, é afastado pela Justiça após denúncias de corrupção e fraude em Guaratinguetá, SP

Além do vereador, outros funcionários da câmara municipal foram afastados pela Justiça em decisão liminar; investigação da Polícia Civil apontou envolvimento em crimes como corrupção passiva e fraude em licitação.

Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Guaratinguetá

A Justiça determinou em caráter liminar (temporário) o afastamento do vereador Marcelo “Celão” Coutinho (PSD) e de outros três funcionários da Câmara Municipal de Guaratinguetá. Eles foram denunciados pelo Ministério Público após uma investigação da Polícia Civil que apontou, por meio da operação Overcharge, que eles teriam cometidos crimes de corrupção passiva e fraude em licitação.

Além do afastamento do vereador e dos três funcionários, a Justiça proibiu o acesso deles às dependências da Câmara. Também foi determinado o sequestro judicial de bens de todos os envolvidos até o limite de R$ 801 mil, que é o valor do prejuízo aos cofres públicos.

A decisão é da última quinta-feira (22) e foi assinada pelo juiz Paulo César Ribeiro Meireles. O vereador afirma que é inocente (leia mais abaixo).

A investigação da Polícia Civil identificou irregularidades na contratação de uma empresa de serviços de sanitização. A contratação teria sido feita sem licitação e o valor pago seria sete vezes maior do praticado no mercado.

Câmara municipal de Guaratinguetá — Foto: Reprodução/Google Maps

Durante o inquérito, um dos investigados confessou ter recebido propina de R$ 15 mil para o vereador Marcelo “Celão”, pagos mensalmente por um empresário favorecido. À época, o vereador ocupava o cargo de presidente do legislativo.

O que dizem Câmara e o vereador

A Câmara Municipal de Guaratinguetá afirmou que irá se posicionar somente após ser notificada da decisão, o que não teria ocorrido até a última sexta-feira (23).

Ao G1, um dos cinco advogados responsáveis pela defesa do vereador, Sérgio Badaró, enviou uma nota. Leia na íntegra abaixo:

“Surpreendido com a notícia de decisão judicial que recebeu denúncia que imputa ao declarante fatos que não praticou, bem como que, sem ouvir o declarante, deferiu medidas cautelares extremamente rigorosas, o declarante reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça, esclarecendo que tomará todas as medidas judiciais cabíveis e necessárias à defesa de seus direitos e interesses.”