MPF defende condenação por fraudes no INSS em Volta Redonda, RJ

O Ministério Público Federal (MPF) quer manter a condenação de servidora acusada de fraudes previdenciárias na agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Volta Redonda (RJ).

Segundo a acusação, Yara Rodrigues dos Santos teria inserido informações falsas nos sistemas da autarquia, facilitando a concessão de benefícios irregulares a pelo menos 21 pessoas. A 3ª Vara Federal de Volta Redonda determinou à ré ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 500 mil, mas Yara recorreu da sentença.

Em sua defesa, a servidora alega que a simples aparição de sua matrícula funcional nos relatórios dos benefícios irregulares não comprova sua participação. Ela afirma também que, à época de sua chegada, aquela agência do INSS encontrava-se mergulhada em total desorganização, e que havia notícias de furtos e usos não autorizados de senhas alheias.

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) contesta o recurso e defende que “o método padronizado de inserção de vínculos empregatícios falsos em 21 casos diferentes torna inverossímil a alegação da ré, que tampouco apresentou provas em sua defesa”.

A PRR2 argumenta ainda que “a ré ingressou no serviço público em 1982, portanto já era uma servidora experiente no INSS e conhecia seu funcionamento”.

Yara Rodrigues dos Santos também foi condenada a pagar multa de R$ 10 mil, teve seus direitos políticos suspensos e foi proibida celebrar contratos com o poder público.

Foto: Divulgação

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