Caso Dauri: Ex-policial e atual Pastor da Assembleia de Deus é preso em Queluz

O ex-policial militar e pastor  Nilton Ferreira Correia foi preso na tarde do dia 13/4 (quinta-feira) em Queluz, pela acusação da morte de Dauri Antônio de Carvalho Júnior, o Daurizinho, ocorrido no dia 25 de maio de 1996, no bairro Brejetuba em Cruzeiro. A prisão foi realizada pela equipe da polícia Civil de Queluz, chefiada pelo dr. Celso Marcelo Farias Carriço.
Nilton na época chegou a ficar preso, mas conseguiu cumprir o andamento do processo em liberdade.
Depois de ser acusado de matar Dauri, Nilton se converteu ao cristianismo, sendo consagrado  pastor da igreja Assembleia de Deus em Queluz.
O caso:


O ex-policial militar Nilton Ferreira Correia é acusado da morte de Dauri Antônio de Carvalho Júnior, o Daurizinho, no dia 25 de maio de 1996, um sábado.
Na época, o crime causou comoção. Após briga durante uma partida amistosa de futebol no campo do Brejetuba, onde moravam, Daurizinho (21 anos na época) e Nilton (25) foram encaminhados pela Polícia Militar ao Pronto Socorro da Vila Paulo Romeu para procedimentos médicos exigidos para a abertura de inquérito. No corredor do PS, Nilton usou revólver da PM para matar Daurizinho com um tiro no rosto. Segundo testemunhas, Nilton havia ameaçado Daurizinho com o mesmo revólver durante a briga no campo de futebol.
Durante a investigação, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiu que Nilton Correia não estava armado no momento em que chegou ao Pronto Socorro. O revólver foi entregue a ele por Terezinha Godoy, com quem o réu morava na época. Em depoimento, a mulher justificou ter levado o revólver e a farda do amásio à unidade de saúde porque ele iria cumprir escala no DPM da cidade no mesmo dia. Para a acusação, os policiais que atuavam no caso não deveriam ter permitido a entrada de Terezinha.
Nilton estava numa das salas do PS e Daurizinho no corredor. Aproveitando do momento, suposto descuido de policiais, o acusado efetuou o disparo a “queima roupa” e fugiu. Daurizinho morreu ao ser removido para a emergência da Santa Casa. Dias depois, Nilton Correia foi preso. Pouco tempo permaneceu no Presídio Romão Gomes, na capital. Cerca de dois meses após o homicídio, ele voltou a cumprir escala na PM, mas foi expulso após a conclusão do inquérito policial.

 

Matéria Extraída do Jornal A Notícia – Cruzeiro SP

Fotos: Facebook

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