Advogado de Taubaté, SP pede ao Supremo para derrubar inquérito que investiga Temer

Residente em Taubaté (SP), o advogado não integra a defesa de Temer junto ao STF nem representa a Presidência da República, mas como cidadão, tem direito a apresentar ações junto à Corte em favor de outra pessoa.

No pedido, ele argumenta que o ministro Edson Fachin, que autorizou a abertura do inquérito, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a investigação, agiram com “ilegalidade”, “açodamento”, “parcialidade” e “viés de ingenuidade”.

Ao longo da peça, ele explica que o objetivo da JBS na delação seria retirar o presidente Michel Temer do poder, para alavancar os negócios do grupo.

Explica que no diálogo mantido entre Temer e o dono da JBS Joesley Batista – na qual o presidente teria anuído, segundo a PGR, com pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha – o presidente teria sido induzido por um empresário, que, segundo a peça, seria “talvez o seu maior inimigo”.

A peça narra que, após ter se beneficiado na gestão do PT, a JBS teria sido prejudicada nos negócios sob a presidência de Temer, especialmente junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), citando fala de Joesley junto a Temer sugerindo a troca no comando do banco público.

“A JBS quer sair do país e o BNDES lhe impede. O paciente [Temer] e seus interlocutores nada fazem para colaborar nesse sentido. A JBS perdeu em um só dia perde R$4 bilhões de reais por ‘culpa’ do atual governo e passa meses depois a sofrer inúmeras investigações por conta de seu passado com o antigo governo, tudo sem qualquer ingerência do atual governo”, diz a ação.

A ação foi enviada por sorteio para o ministro Luís Roberto Barroso, que poderá rejeitar o pedido ou suspender a investigação.

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

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