Polícia Civil interdita clínica de dependentes químicos, em Piraí, RJ

O delegado titular da 94ª DP, Michel Floroschk, com apoio da Vigilância Sanitária, interditou na quarta-feira, O Centro Terapêutico Samaria, localizado no bairro Varjão, em Piraí. A clínica, que atende usuários de drogas e outras substâncias químicas, além de álcool, estaria funcionando sem alvará e desenvolvendo internação involuntária, segundo o policial.

A interdição foi por meio de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça de Piraí. Ainda de acordo com o delegado, quando chegaram na clínica havia apenas dois seguranças e não havia equipe técnica para cuidar dos internos, que após interdição foram entregues aos familiares.

– Foi constatado que não havia equipe técnica para cuidar dos internos e que pacientes com mais tempo de internação era quem cuidava dos outros internos  – disse o delegado, acrescentando que os pacientes pagavam mensalidades de até R$ 1,5 mil mensais e trabalhavam para a clínica. .

Floroshk informou ainda que havia 39 internos abrigados no local, onde também foi constatada a prática de cárcere privado.  Ele encontrou ainda instalações inadequadas, goteiras caindo nas camas dos internos  e alimentos com data de validade vencida.

O delegado explicou que as investigações tiveram início há uma semana, quando a polícia foi procurada por um mulher que denunciou que o irmão dela,  paciente da clínica, tinha sido agredido e torturado por um segurança. O interno também confirmou a agressão.

O delegado indiciou os responsáveis pela clínica por estelionato, associação criminosa, tortura, cárcere privado e crime contra a ordem do consumidor.

Em nota, o Centro Terapêutico Samaria informou que trabalha com base na Lei Federal nº 1026 que trata das internações involuntárias e que toda documentação para o exercício desta atividade foram apresentados as autoridades competentes.

“Esclarecemos ainda que há mais de três anos estamos operando dentro das formalidades, cumprindo todas as exigências legais. Toda a internação involuntária é feita dentro da legislação em vigor, com a informação aos órgãos fiscalizadores. Assim, entendemos que tudo se trata de desinformação por parte da vigilância sanitária . Estamos, neste momento, acionando o corpo jurídico para as providências cabíveis”, diz trecho da nota

 

Foto: Divulgação

 

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