Polícia de São José dos Campos, SP prende mãe de adolescente que morreu espancado por padrasto

A mãe de um adolescente de 14 anos, morto em julho após ser espancado pelo padastro, foi presa preventivamente na tarde desta terça-feira (12) . A mulher de 30 anos responderá junto com o agressor pelo homicídio do menino. A polícia considerou na investigação que a mãe foi omissa. A vítima tinha problemas mentais.

A Justiça determinou a prisão dela no dia 25 de agosto. A mulher se entregou à polícia por volta de 16h30 e será levada para cadeia de Santa Branca.

O padrasto está preso desde o crime. À época, as informações iniciais eram de que o jovem teria apanhado na rua, mas a polícia desconfiou da versão. O casal estava no velório do adolescente, quando a polícia conduziu os dois para serem ouvidos na delegacia. O homem, de 19 anos, confessou as agressões.

A mulher continuou sendo investigada em liberdade. Segundo a polícia, o laudo do IML sobre o caso revelou que o adolescente estava com uma hemorragia há dois dias e que esse seria o motivo da morte. Para a polícia, isso mostrou que ele já vinha sendo vítima de agressões e seria impossível a mãe não ter conhecimento da situação, já que elas aconteciam na casa da família.

Crime

Na data da morte do adolescente, o padrasto teria trancado a mãe e outros dois filhos dela em um quarto. O menino foi levado para outro cômodo, onde apanhou. A família do pai dele afirmou que a situação era frequente e que por isso tentava evitar as visitas.

O padrasto já tinha passagem pela polícia por roubo e estava junto com a mãe do adolescente há pouco mais de um ano.

Os dois têm um filho juntos, que está com familiares. Os outros dois filhos dela estão sob os cuidados do pai.

Agressões

Priscila Ferro, advogada da mulher, disse que ela vivia em um ambiente de violência doméstica, onde era ameaçada e agredida, e que tentou pedir ajuda e proteger os filhos. “Ela era uma vítima também. A prisão foi precipitada, porque ela nunca fez mal aos filhos”, disse.

Segundo ela, a mulher pediu ao ex-marido para que ficasse com as crianças, mas ele alegou que não podia, o que fez com elas voltassem para o convívio com o agressor. A advogada também alega que a mulher não recebeu apoio das autoridades, mesmo o Conselho Tutelar tendo registros de episódios de agressão.

Priscila alega que a mulher não denunciou o agressor por medo e que ele a mantinha sem celular e documentos, por vezes trancada em casa com os filhos.

 

Foto: Reprodução

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.