Frios e calculistas, matadores de Benedito e Abel prestam depoimento ao delegado da DIG de Cruzeiro, SP

Redação – Em depoimento ao delegado Sandro Henrique Franqueira Ramos, o acusado de participar dos latrocínios com Elisângela Ignâcio Moreira, Fernando Martins alegou que no dia 30 de agosto de 2013 esteve com a acusada no sítio de Benedito de Souza Carvalho, localizado no bairro Rufino de Almeida em Cruzeiro.

“Elisângela estava acostumada a fazer programas sexuais com Benedito e assim sabia quando que ele recebia sua aposentadoria”, diz Fernando.

No dia do crime Elisângela teria dito a Fernando que Benedito estaria com cinco mil reais em sua casa. Assim os dois combinaram de roubar tal valor.

“No início da noite Fernando e Elisângela teriam ido ao sítio em que Benedito morava no Rufino de Almeida. Fernando teria se escondido numa vegetação próxima a porteira com um pedaço de ferro nas mãos, esperando Elisângela chamar o Benedito”.

Segundo Fernando assim que a vítima chegou na porteira para atender sua amásia, ele teria saído de trás da toceira, vindo a atingir a vítima na cabeça. Benedito caiu no chão, conciente, mesmo assim Fernando desferiu outros golpes.

Em depoimento Fernando disse que arrastou Benedito para dentro da residência, colocando seu corpo deitado na cama, enquanto Elisângela vistoriava a casa em busca de dinheiro e pertecences da vítima.

“Ela pegou mais de oitocentos reais e um telefone celular de Benedito. Eu estava utilizando luvas para não deixar rastros, mas Elisângela não estava com luvas e abria portas e gavetas da casa em busca de dinheiro e objetos”, disse Fernando.

Fernando disse que iria explodir a casa, razão pela qual abriu as válvulas das quatro bocas do fogão, além do forno. Em seguida saiu pela porta dos fundos e sua amásia pela porta da frente da residência, próximo ao corpo de Benedito.

“Elisâgela me disse que pegaria uma vela e atearia fogo ao colchão onde Benedito estava. Eu dispensei a barra de ferro em um lago próximo a linha férrea, não sei se caiu na água ou no mato. De longe ficamos vendo a casa pegar fogo e o Benedito lá dentro nas chamas”.

O casal retornou para a casa da mãe de Elisângela no bairro Pontilhão onde eles moravam, e o dinheiro e celular ficaram com a acusada que teria gasto consumindo crack.

Elisângela Ignácio  em depoimento disse ao delegado que foi o segundo crime que teria participado na companhia de Fernando.

“Matamos um senhor de nome Benedito em 2013, que morava em um sítio no Rufino de Almeida, sendo que após matarmos e roubarmos seu pagamento, ateamos fogo na casa”, finaliza.

Sobre a morte de Abel Antonio também morador no bairro Rufino de Almeida em Cruzeiro, Fernando disse ao delegado que após dois anos do latrocínio de Benedito, ambos foram ao sítio e mataram o homem com golpes na cabeça.

Fernando alegou que no dia do crime, Elisângela teria o convidado para roubar a vítima.

“Esse crime foi articulado por Elisângela, que conhecia o homem, pois fazia programas sexuais com ele, e sabia que ele tinha dinheiro”, frisa.

Por volta das 08h00 da manhã o casal chegou no sítio, e Elisâgela teria dito ao parceiro que adentraria e que ele ficaria escondido esperando o melhor momento para entrar na casa.

“Elisâgela entrou na casa dizendo a Abel que estava interessada a manter relação sexual com ele, e passou a distraí-lo para que eu pudesse entrar sem ser notado. Antes de entrar na casa, eu me armei com um pedaço de pau que peguei no quintal, quando estava lá dentro, vi Abel e Elisângela no quarto e fiquei aguardando o momento certo de atacar”.

O acusado disse que Abel teria saído do quarto e passado por ele, quando foi atacado com uma paulada na nuca, caíndo provavelmente já sem vida.

“Eu achei que a Elisângela já teria pego o dinheiro cerca de oitocentos reais que estava no bolso de Abel. Após o ocorrido eu sai da casa, e Elisângela ficou para trás fechando a casa e levando com ela as chaves”.

Segundo o acusado eles entraram e saíram do sítio sem serem notados, já que o local é de pouco movimento de pessoas.

Na presença do delegado Elisângela confessou o crime que vitimou Abel Antonio, mas salientou que não foi no sítio na intenção de matar a vítima, e que Fernando que teria a convidado para roubar.

“Eu conhecia Abel de vista, nunca frequentei a casa dele. Mas tinha conhecimento que Abel tinha recebido sua aposentadoria no dia anterior. Eu apenas fiquei vigiando para que ninguém visse que Fernando foi ao sítio roubar.

“Eu vi Abel e pedi um copo de água, e o homem me convidou para entrar, ao dar as costas para Fernando para pegar a água na geladeira ele deu um golpe na cabeça dele. Quando eu ouvi os barulhos entrei e vi Abel caído no chão. Fernando fechou a porta e levou as chaves do sítio com ele”.

Elisâgela disse que Fernando ficou com o dinheiro do latrocínio e teria ido para a casa de parentes em Canas.

Esse dissolução do crime foi um trabalho realizado em conjunto com a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e a DISE (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes)

Sobre o crime do bairro Embauzinho em Cachoeira Paulista, onde foram vítimadas Maria Aparecida dos Santos Marques e sua filha Mariana Marques, Fernando disse que ficou sabendo do caso, mas não sabia maiores detalhes.

Já Elisângela disse ao delegado que conhece os familiares de Fernando, e também seu irmão que mora no bairro Embazinho em Cachoeira Paulista.

O crime da mãe e filha está sendo investigado pela Polícia Civil de Cachoeira Paulista.

Informações não oficiais dão conta que Ricardo Cézar da Silva, 45 anos, que foi preso com Elisâgela em Pouso Alto-MG, teria saído da cadeia após cumprir a prisão temporária.

 

 

Fotos Divulgação