Ministério Público Estadual abre formalmente investigação sobre cinema em presídio onde está Sérgio Cabral

Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu formalmente nesta quarta-feira (1º) um procedimento para apurar a instalação de uma sala de cinema na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Lá estão presos o ex-governador Sérgio Cabral e outros envolvidos na Operação Lava Jato.

A abertura do procedimento afirma que o caso pode conter crimes contra a administração pública, como prevaricação, que é o uso de cargo público para obter benefício pessoal, e outros crimes conexos, como falsidade ideológica ou material.

Outra justificativa para a abertura do processo, segundo os promotores, são as possíveis contradições apresentadas por parte de agentes públicos e a informação de que os bens teriam sido doados por uma igreja, que nega a doação.

Tratamento diferenciado

Os promotores do Ministério Público do RJ afirmam ainda que a unidade prisional onde Cabral está recebe tratamento muito diferenciado em comparação às outras unidades do Estado, que contam com celas lotadas e situação precária.

Eles questionam que este tratamento “diferenciado e desproporcional”, segundo os promotores, é conferido justamente na cadeia que abriga os presos que ocuparam cargos políticos e que possui menor risco de rebelião.

Fornecimento de documentos

Os promotores querem que sejam fornecidas cópias das notas fiscais das compras dos equipamentos, que seja informado qual preso seria responsável pela videoteca e quais presos seriam beneficiados pela instalação da sala de cinema. Eles também querem analisar as imagens das câmeras de vídeo onde os equipamentos teriam sido comprados. A expectativa do Ministério Público Estadual é que a investigação seja concluída no prazo máximo de 90 dias.

Na terça-feira (31) a GloboNews também já tinha anunciado que promotores pretendiam abrir o procedimento para analisar a legalidade da instalação do cinema.

Após a revelação sobre a instalação da sala de cinema, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que vai retirar todo o material de vídeo instalado no local.

Fonte: G1

Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

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