Secretaria de Saúde de Itatiaia, RJ alerta para prevenção contra a Sífilis

 

Atenta ao aumento dos casos de sífilis em todo o país, a Secretaria de Saúde de Itatiaia alerta a população sobre a importância da prevenção contra a doença. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto.

De acordo com dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, os casos de sífilis adquirida (em adultos) no Brasil aumentaram em 27,9% nos últimos dois anos (2015/2016). O aumento também se deu entre as gestantes que cresceu para 14,7 % e a infecção por sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) ficou em 4,7%.

Porém, apesar do crescimento dos casos no país, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, em Itatiaia a doença se mantém controlada apresentando nos últimos anos uma média de 2 a 3 casos de sífilis congênita, 03 a 07 casos de sífilis em adulto e 02 a 03 casos de sífilis em gestante.

Conforme explica a coordenadora geral dos Programas Especiais de Saúde, Andrea Rocha, para evitar o contágio pela doença é fundamental que a população se previna com  o uso de preservativos.

– O uso de preservativos masculinos ou femininos em todas as relações sexuais é a melhor forma para prevenir a doença. No caso das gestantes, o pré-natal iniciado no 1º trimestre, o diagnóstico precoce, o tratamento correto da gestante e das parcerias sexuais, bem como o acompanhamento de qualidade, são fundamentais para o controle da sífilis congênita, explicou Andrea.

Em Itatiaia o acolhimento e diagnóstico dos casos de sífilis acontece através das unidades Estratégia de Saúde da Família (ESF) e das Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde são realizados os exames, seja por teste rápido ou laboratorial.

O tratamento da doença é realizado na própria unidade, com a aplicação das doses de Penicilina (Benzetacil) e acompanhamento periódico, que leva em média 06 meses. As gestantes, seus parceiros e os recém-nascidos que porventura tenham diagnóstico de sífilis congênita também são acompanhados nas unidades de saúde da área de residência.

– O acolhimento acontece nas unidades de saúde  e  o Programa DST/AIDS e Hepatites Virais é o local responsável pelo acolhimento dos casos com resistência ao tratamento, alergia ao medicamento, reinfecção, entre outros – explicou a coordenadora.

Diagnóstico

O teste rápido é realizado nas unidades de saúde do município, o atendimento é individualizado e no momento da testagem é realizado o aconselhamento pré e pós-teste, onde são identificadas as vulnerabilidades do indivíduo e realizadas as orientações quanto à prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST).

 

Por Matilde Basilio – PMI

 

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