Câmara devolve valor inexpressivo e causa polêmica em Cachoeira Paulista, SP

Comparado a 2016, onde foi devolvido R$ 117.317,71 pela presidência do vereador Guilherme Marcondes, Breno Anaya devolveu apenas R$ 1.300,00. 

Em Cachoeira Paulista, a polêmica da vez está sendo por conta da devolução inexpressiva que a Câmara, sob a presidência do vereador Breno Anaya, fez aos cofres da prefeitura. O valor chegou a ser motivo de debate nas redes sociais por ser bem menor, se comparando a gestão anterior a sua, do vereador Guilherme Danzi Marcondes, que ao final de 2016, fez a devolução aos cofres públicos de R$ 117.317,71, dinheiro este expressivo e que provavelmente serviu para algumas melhorias na cidade.

Para Alexandre Assis, o criador e administrador do maior grupo de discussão da internet na cidade, o ‘Observatório da Ética e Moralidade de Cachoeira Paulista’, que tem como administradores ex-policiais, advogados, professores e jornalistas como Rodrigo Paulino, o valor chegou a ser motivo de piada, ainda mais vindo de um político que sempre pregou a honestidade como disseram. “Uma diferença de quase 100%, de 117 mil para 1 hum mil e trezentos reais? Esta disparidade de valores chega a envergonhar qualquer um, como cidadão gostaria de uma explicação plausível quanto a este valor, qual o motivo que levou o legislativo a gastar tanto em 2017?”. Assis espera que Breno esclareça o motivo deste gasto do legislativo.

Rodrigo Paulino, um dos administradores do OEM, frisou a importância de observar o aumento dos gastos em 2017, que segundo Anaya, esta justificativa se dá pelo aumento que proporcionou no vale refeição e nos salários dos servidores.

 

Breno falou sobre a disparidade de valores: “Dei um aumento de 10% para os funcionários, 35% no vale alimentação. Ao longo do tempo, luz aumenta, água aumenta, o café dos funcionários aumenta, no início do ano é necessário comprar alguns materiais novos para os vereadores que estão entrando”. Anaya salientou com gráficos que teve um aumento de gastos em torno de R$ 102.988,00 comparado a gestão anterior à dele. “Sei que administrei com seriedade o dinheiro público e insinuações de que possa ter ido para lugar errado o dinheiro não me preocupa”. Finalizou.

Em entrevista, Breno Anaya explicou onde foi gasto o dinheiro do legislativo?

Vamos aos fatos e números:

Em 2015, o repasse para a Câmara Municipal foi de R$ 2.405.200,00.

Em 2016, o repasse da Câmara aumentou significativamente, passando a ser de R$ 2.791.600,00 ( aumento de R$ 386.400,00)

Já em 2017, o duodécimo o repasse da Câmara passou a ser de R$ 2.894.588,00 ( aumentando apenas R$ 102.988,00 )

Devido à baixa arrecadação da Prefeitura teve reflexo no orçamento da Câmara, sendo bem menos do que os outros anos.

Mesmo com o aumento mínimo que a Câmara teve, foi feito o reajuste salarial dos servidores da Câmara Municipal no valor de 10% nos salários e 35% no vale alimentação.

Neste período alguns funcionários concursados tinham direitos as suas progressões salariais;

No início da nova legislatura foi necessário comprar materiais para os novos Vereadores;

Aumentam-se alguns gastos e isso é possível notar na casa de todo cidadão, como conta de água, luz, telefone e também gastos com o café dos funcionários da câmara municipal.

Não foi possível realizar nenhuma obra, devido ao orçamento mínimo que a Câmara estava neste ano.

Foi possível inovar na transparência, no seu site, nas transmissões das sessões, mostrando o respeito com o dinheiro público.

 

“Devolvemos o que foi possível devolver, que foi o valor de R$ 1.300,00, e fizemos isso com responsabilidade e consciência tranquila, até mesmo porque o repasse que a Câmara solicitou foi o que de fato gastamos. E é para isso o repasse para a Câmara. Inclusive órgãos técnicos como o Tribunal de Contas, que vem fazendo apontamentos em diversos lugares, onde é enviado um repasse alto para manutenção da câmara e é devolvido boa parte no final do ano. Continuo a disposição de todos para quaisquer dúvidas”. Finalizou Anaya.

 

Veja os gráficos enviados por Breno Anaya comparando os gastos da sua administração com a anterior.

 

Gráfico de gastos em 2016, na gestão do vereador Guilherme Marcondes

 

Gráfico de gastos em 2017, na gestão do vereador Breno Anaya

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na gestão de Guilherme, o aumento do vale refeição foi em mais de 30%, além do salário dos funcionários, que em 2017 foi de 10%, enquanto Marcondes na sua gestão em 2016 proporcionou quase 12% de aumento salarial aos servidores, muito mais que em 2017, caindo por terra esta argumentação de Anaya sobre o aumento de gastos devido à valorização que deu ao funcionalismo.

Na prefeitura o assunto não foi discutido, segundo assessores e pessoas ligadas ao chefe do executivo, Mota prefere não se manifestar. “Ele continua trabalhando pela cidade, e só o bem de Cachoeira Paulista interessa assuntos que não contribuem com nada e não edificam não é de interesse da administração municipal”. Falou uma de nossas fontes no paço municipal.

Em 2018, a presidência está sendo exercida pelo vereador Nenê do São João, que prometeu uma gestão transparente, com uma maior proximidade com a imprensa e a população.

 Matéria e Foto extraídos do Portal de Notícias Folha Valle
http://folhavalle.com/camara-devolve-valor-inexpressivo-e-causa-polemica-em-cachoeira-paulista/

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