Vitima de estupro coletivo em Itajubá, MG diz: ‘Vou à procura de justiça’

A estudante de 21 anos que teria sido vítima de um estupro coletivo em Itajubá (MG) prestou queixa na Delegacia da Mulher na tarde desta segunda-feira (15).

Segundo a jovem, a demora para a representação do crime aconteceu porque um dos suspeitos é primo dela. “Vou à procura de justiça”, afirmou a menina.

De acordo com a Polícia Militar, o estupro teria acontecido após uma festa em comemoração ao aniversário da vítima.

No evento, que aconteceu no bairro Medicina, ela teria ingerido bebida alcóolica e, ainda segundo a polícia, os suspeitos teriam aproveitado do estado de embriaguez da vítima para cometer o estupro. Ela foi levada a um matagal, próximo a um rio.

A estudante ainda carrega as marcas das agressões no corpo. Ela chegou à delegacia acompanhada do pai. A jovem diz ainda que só mudou de ideia depois de ver os comentários de um dos suspeitos nas redes sociais e de receber áudios dizendo que ela teria causado a situação.

“Isso deixou os policiais, o delegado também, muito abalados, porque eles falaram que eu deveria ter representado, sendo da família ou não”, disse a jovem.

O crime

A estudante confirmou que bebia com um grupo de amigos nessa em uma praça do bairro. Os três suspeitos são um jovem de 18 anos, com quem ela mantinha um relacionamento, o primo dela e um menor, de 15 anos.

“Eu já estava bêbada, porém ciente daquilo. Aí depois de certo momento que apagou tudo da minha cabeça. E até mesmo no momento em que eles me arrastaram, eu já não estava ciente. Eu já não lembro de mais nada disso”, explicou a menina.

Uma das testemunhas que socorreu a jovem disse que a viu sendo carregada pelos suspeitos e desconfiou. Ele então pegou o carro e veio até aqui pra ver o que estava acontecendo. Quando chegou ao local a jovem estava seminua e desacordada.

A mãe da jovem conta que foi acordada às 2h da madrugada de sábado (13) com a notícia de que a filha havia sido estuprada. Ao chegar no hospital onde a jovem passava por exames que comprovaram o estupro, a prima dela teria aproveitado para convencer a menina a não denunciar o caso.

“Por causa do filho dela, porque ela falou para mim: ‘Você já pensou meu filho ir para o presídio?’. Só que ela está pensando no filho dela e em momento nenhum está pensando na minha né”, diz a mãe.

Os suspeitos do crime foram ouvidos pela polícia e liberados. Segundo a Polícia Civil, agora com a representação da queixa, será instaurado um inquérito pra investigar o caso.

“Eu vou à procura de justiça. Porque isso tem que ser resolvido”, conclui a jovem.

Fotos: Reprodução

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