‘Acabaram com a minha vida’, diz mãe de bebê morta em atropelamento em Copacabana

Família não conseguiu a liberação do corpo da bebê de oito meses. Motorista invadiu calçadão e atropelou 17 pessoas na noite de quinta-feira (18).


Mãe fala sobre atropelamento na Praia de Copacabana que matou bebê

Mãe fala sobre atropelamento na Praia de Copacabana que matou bebê

A mãe da bebê Maria Louise Araújo Azevedo, de oito meses, que morreu em um atropelamento na Praia de Copacabana, pediu que o motorista responsável pelo acidente, Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, responda pelo caso. “Acabaram com a minha vida”, disse Niedja da Silva Araújo.

A criança e a mãe além de outras 16 pessoas, foram atropeladas por um carro que invadiu o calçadão e parou somente na areia.

“Foi tudo rápido. Eu só lembro quando eu estava já no chão. Eu não vi mais nada”, contou Niedja da Silva Araújo.

A família foi ao Instituto Médico-Legal (IML) tentar a liberação do corpo, mas Niedja não conseguiu sair do carro, pois estava sentindo muitas dores. Ela recebeu alta do hospital ainda esta manhã. A família informou que a certidão da criança molhou em uma chuva e rasgou. Um novo documento terá que ser tirado para fazer a liberação.

Motorista invadiu calçadão e atropelou 17 pessoas. Uma bebê morreu (Foto: Cláudia Peixoto/ Arte G1)

Motorista invadiu calçadão e atropelou 17 pessoas. Uma bebê morreu (Foto: Cláudia Peixoto/ Arte G1

Motorista que causou atropelamento no Rio omitiu do Detran que tinha epilepsia

Motorista que causou atropelamento no Rio omitiu do Detran que tinha epilepsia

Detran-RJ afirma que motorista omitiu sofrer de epilepsia

O motorista omitiu que tem epilepsia quando tirou carteira de habilitação, informou o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ) nesta sexta-feira (19). Anaquim disse à polícia que teve um ataque epilético ao volante e perdeu o controle do carro.

A mulher que acompanhava Antonio no veículo confirmou a versão de que ele desmaiou depois de ter o ataque. Outras testemunhas já foram ouvidas pela Polícia Civil.

Segundo o Detran, pessoas com epilepsia podem ter CNH. No entanto, precisam passar por uma avaliação neurológica antes de tirar o documento, e o exame médico tem validade menor. Os motoristas com epilepsia só podem ter habilitação na categoria B, para carros.

Ainda de acordo com o Detran, Antonio estava com carteira suspensa desde maio de 2014. No entanto, ele não cumpriu a determinação de devolver o documento e fazer um curso de reciclagem. Por dirigir e continuar a cometer infrações com a CNH suspensa, o órgão instaurou um processo de cassação do documento.

Um laudo mostrou que Anaquim não tinha consumido bebida alcoólica antes de dirigir.

Câmera de segurança mostra momento exato de acidente no calçadão de Copacabana

Câmera de segurança mostra momento exato de acidente no calçadão de Copacabana

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