Empresários e policiais são alvos de nova fase da Operação ‘Fênix’ no interior de MG

Cerca de 30 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão são cumpridos durante a manhã desta terça-feira (27) na 5ª fase da Operação “Fênix”. As investigações são conduzidas pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia.

Segundo as primeiras informações da Promotoria de Justiça, houve diligências em Uberlândia e Araxá, no Alto Paranaíba, sendo que dois delegados da região são considerados foragidos, uma vez que os investigados não foram encontrados nos endereços para o cumprimento dos mandados nesta manhã.

Outros dois policiais civis de Uberlândia, denunciados nesta fase, já haviam sido presos na primeira fase da “Fênix” e também na “Serendipe”. A reportagem aguarda mais informações sobre os envolvidos e a quantidade de mandados cumpridos.

Mandado é cumprido em ferro-velho de Uberlândia durante nova fase da Operação "Fênix" (Foto: Stanley Matias/G1)

Mandado é cumprido em ferro-velho de Uberlândia durante nova fase da Operação “Fênix” (Foto: Stanley Matias)

Nesta fase são denunciados policiais civis, incluindo dois delegados da Polícia Civil, além de empresários do ramo de veículos e de um ferro-velho. Entre as denúncias está o envolvimento de investigados em esquema de pagamento de propina.

Operação Fênix

A operação foi deflagrada pelo Gaeco de Uberlândia, no dia 19 de dezembro, e culminou no cumprimento de mandados em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Durante a primeira fase foram cumpridos mais de 200 mandados contra policiais civis, incluindo investigadores, escrivães e delegados, além de advogados. Na sequência, o MPE ofereceu 29 denúncias dos envolvidos ao Judiciário. Entre os 59 policiais presos na primeira fase, cerca de 12 respondem em liberdade.

Acompanhe

•A Operação “Fênix” foi deflagrada pelo Gaeco de Uberlândia, no dia 19 de dezembro de 2017. A primeira fase da megaoperação culminou no cumprimento de cerca de 200 mandados em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

•Na segunda fase da operação, ainda em dezembro, dois advogados foram presos.

•No dia 20 de dezembro, a Polícia Civil publicou no Diário Oficial do Estado a dispensa de alguns delegados presos na operação e nomeação dos novos responsáveis pelos departamentos de Uberlândia, Araguari, Patos de Minas e Pouso Alegre.

•Uma nova publicação foi feita no dia 27 de dezembro e nomeou o delegado regional de Uberlândia, Edson Rogério de Morais, como novo delegado-chefe do 9º Departamento de Polícia Civil. A função de delegado regional da cidade ficou a cargo de Luís Gustavo Oliveira.

•Em 3 de janeiro de 2018 o primeiro policial civil preso na operação foi liberado. Desde então cerca de dez presos, entre investigadores, advogados e o delegado Samuel Barreto, também foram soltos.

•No dia 1ª de março, o Gaeco voltou a prender na 3ª fase da operação três denunciados que haviam sido liberados. Entre eles estão um advogado, um investigador e o delegado Samuel Barreto.

•No dia seguinte, mais um advogado foi preso suspeito de corrupção e obstrução de Justiça.

•Cerca de doze policiais denunciados na “Fênix” respondem em liberdade. Até o momento, 32 denúncias foram remetidas ao Fórum de Uberlândia.

Reportagem Caroline Aleixo

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