Corregedoria Unificada do RJ investiga transgressão disciplinar de corregedor da Polícia Civil – A Gazeta

Corregedoria Unificada do RJ investiga transgressão disciplinar de corregedor da Polícia Civil

A Corregedoria Geral Unificada (CGU) do Rio de Janeiro instaurou uma sindicância administrativa (SAD) para apurar se o corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano, cometeu transgressão disciplinar. Há apenas duas semanas no cargo, o delegado criou a primeira crise institucional da gestão do novo chefe da instituição, Rivaldo Barbosa.

O caso ocorreu durante uma reunião com dezenas de delegados, no último dia 26 de março. Cinco delegados prestaram depoimento na CGU sobre o caso e uma outra denúncia anônima chegou à Corregedoria Geral.

No encontro, segundo testemunhas ouvidas pelo G1, Gílson usou palavrões e um tom ameaçador contra os policiais que estavam na plateia, dentro de uma sala da Cidade da Polícia Civil, no bairro do Jacaré, na Zona Norte da cidade.

O encontro foi promovido pelo novo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Marcus Vinícius Braga e tinha como objetivo aproximar os chefes de delegacias do novo corregedor. Participaram do encontro delegados titulares de todas as especializadas, além de delegadas das Delegacias de Atendimento à Mulher.

“O Gílson começou a intimidar as pessoas, dizendo que não adiantava olhar de cara feia pra ele, nem mandar tomar no c*, nem chamar de f* Isso na frente de várias mulheres, uma delas grávida. Além de ele não poder tratar as pessoas desse jeito, assediando moralmente, foi uma aula falta de educação”, conta um delegado presente ao evento.

Pelo menos cinco delegados da Polícia Civil foram ouvidos nesta segunda-feira (2) na CGU. Todos confirmaram o tom usado pelo corregedor durante a reunião. Na denúncia anônima que foi feita à CGU, uma delegada teria detalhado um dos momentos mais constrangedores, em que Gílson Emiliano teria dito que “não era médico para fazer transplante de c* e que quando uma p* gigante entrasse no c* dos delegados” ele não poderia fazer nada.

O delegado Gilson Emiliano disse que as acusações são “fake news”: “Desconheço essas acusações. Não tenho essa postura. Eu reprovo o assédio moral, não o pratico. Fake news”, explicou através de mensagem.

Foto: Reprodução

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