PF cumpre mandado judicial de operação contra fraude em instituto de previdência de Pouso Alegre, MG

A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na sede do Instituto de Previdência Municipal (Iprem) de Pouso Alegre, na manhã desta quinta-feira (12). Os trabalhos são parte da Operação Encilhamento, que apura fraudes em aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento.

Segundo o setor de comunicação da Polícia Federal, Pouso Alegre é uma das quatro cidades de Minas Gerais com mandados cumpridos. Ao todo, são 20 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em sete estados. A Operação Encilhamento é a segunda fase da Operação Papel Fantasma.

Segundo a Polícia Federal, empresas de fachada emitiam títulos de dívidas que geram um direito de crédito ao investidor, os chamados debêntures. As investigações apontam que, em todo o país, a aplicação destes documentos pode ultrapassar R$ 1,3 bilhão.

A equipe com cinco policiais chegou à sede do Iprem em Pouso Alegre no início da manhã. Do local, apreenderam computadores e documentos. O Iprem emitiu uma nota de esclarecimento sobre os trabalhos da polícia no local.

Na nota, o instituto informou que forneceu todas as informações e documentos solicitados pela Polícia Federal. “As aplicações solicitadas pela PF ao instituto já passaram por auditoria do Ministério da Previdência e nenhuma irregularidade foi encontrada”, explica.

Ainda no documento, o instituto esclarece que todas as aplicações financeiras feitas em fundos de investimento têm a aprovação do comitê investimento da instituição, composto foi cinco pessoas. “Aguardamos, com tranquilidade, o resultado final dessa operação”.

A Operação

Em Minas Gerais, além de Pouso Alegre, a polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Santa Luzia e Betim. Em Uberlândia, o ex-prefeito Gilmar Machado e mais três pessoas foram presas.

No país, são investigados 13 fundos de investimento em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. Os investigados responderão por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Fotos: Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.