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O joseense Luís Gustavo de Oliveira, conhecido como Nur Al Din –  Foto: Repdodução/Processo

 

A Justiça Federal julga apelação do joseense Luís Gustavo de Oliveira, de 28 anos, condenado na Operação Hashtag, deflagrada durante as Olimpíadas do Rio para investigar grupos terroristas. O joseense foi condenado a seis anos e cinco meses de prisão por promoção de organização terrorista e associação criminosa.

O joseense foi preso em sua casa na Vila São Geraldo, zona norte da cidade, no dia 11 de agosto de 2016 e levado para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Ele foi mantido em prisão preventiva até ser condenado pela 14ª Vara Federal do Paraná em maio do ano passado. Outros sete suspeitos investigados na Operação Hashtag também foram condenados.

O joseense Luís Gustavo foi investigado por participar de grupos no Telegram, Whatsapp e Facebook, que faziam apologia ao Estado Islâmico e fala vam sobre possíveis atentados terroristas, como a contaminação do centro de abastecimento da Cidade Olímpica, e a homossexuais em São Paulo. Fotos de execuções e de ataques praticados pelo grupo terrorista também eram postados e exaltados pelos membros dos grupos. O julgamento da apelação criminal dos réus, iniciado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no dia 24 de abril e suspenso para reanálise do relator, foi retomado na tarde da última terça-feira e teve pedido de vista de uma desembargadora.

Nessas comunidades, o joseense utilizava o nome de Nur Al Din, nome que adotou após se converter ao islamismo. Entre as publicações do joseense destacadas pela polícia, está a receita de uma bomba caseira, em que ele sugere misturar cacos de vidro à pólvora para causar maior dor aos ‘kuffar’ (infiéis).

Apesar de os réus não terem praticado nenhum atentado, a Justiça considerou que as mensagens publicadas por eles caracterizariam ato preparatório de ações terroristas e promoção ao Estado Islâmico. Esta foi a primeira condenação baseada na Lei Antiterrorismo, sancionada em março de 2016.

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Luís Gustavo presta depoimento na Justiça Federal, em Curitiba – Foto: Arquivo/Reprodução/Processo