Cristian Cravinhos tem pedido de revogação de prisão negado pela Justiça

Cristian foi preso em Sorocaba (SP) com munição após se envolver em confusão. Após sete meses cumprindo pena pelo assassinato do casal Richthofen em regime aberto, ele voltou para a penitenciária 2 de Tremembé.


Cristian Cravinhos, hoje com 42 anos, em foto tirada nesta quarta-feira, em Sorocaba e com 26 anos, em 2002, na época do assassinato do casal von Ricththofen (Foto: Divulgação e Reprodução/GloboNews)

Cristian Cravinhos, hoje com 42 anos, em foto tirada nesta quarta-feira, em Sorocaba e com 26 anos, em 2002, na época do assassinato do casal von Ricththofen (Foto: Divulgação e Reprodução)

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Cristian Cravinhos. Ele foi preso após se envolver em uma confusão em um bar, em Sorocaba (SP). A decisão foi publicada na segunda-feira (28).

Condenado pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, ele perdeu o direito de cumprir a pena em regime aberto ao ser flagrado com munição de uso restrito e tentar subornar policiais no interior de SP, retornando para a penitenciária 2 de Tremembé.

Segundo a decisão judicial, Cravinhos “foi condenado por crime de homicídio qualificado, cumpria essa pena e obteve o regime aberto, mas voltou a se envolver em outros crimes. Assim, tudo recomenda que se aguarde o regular desenvolvimento do processo, e a chegada das informações, para que seja possível avaliar com maior profundidade a conveniência e oportunidade do pedido”.

Ivan Peterson de Camargo, advogado de defesa de Cravinhos, afirmou que entrou com o habeas corpus no TJ-SP depois que o pedido de revogação da prisão foi negado duas vezes pela 2ª Vara Criminal de Sorocaba.

Prisão em Sorocaba

Cristian foi indiciado pela Polícia Civil por corrupção ativa e posse ilegal de munição de uso restrito. De acordo com a Polícia Militar, uma bala para arma 9mm foi encontrada no bolso do colete de Cravinhos. Na ocasião, segundo a PM, ele foi abordado por policiais e teria oferecido R$ 1 mil para não preso.

O advogado afirma que, mesmo se o pedido de habeas corpus fosse acatado, Cristian não sairia da cadeia.

Quando se envolveu na confusão no bar, no dia 18 de abril, ele violou algumas restrições impostas pelo regime aberto: estava fora do município em que reside (São Paulo) e permaneceu na rua além do horário limite permitido.

Desde agosto do ano passado, Cristian Cravinhos cumpria pena pelo assassinato do casal Richthofen em regime aberto.

  Cristian Cravinhos foi preso suspeito de agredir mulher e tentar subornar policiais em Sorocaba (SP) (Foto: Carlos Dias/G1)

Cristian Cravinhos foi preso suspeito de agredir mulher e tentar subornar policiais em Sorocaba (SP) (Foto: Carlos Dias)

De volta às grades

Cristian Cravinhos foi preso na madrugada do dia 18 de abril após ser denunciado por agredir uma mulher, apontada como sua ex, na porta de um bar em Sorocaba. Testemunhas deram detalhes da agressão, mas a mulher não registrou queixa.

Segundo os policiais que foram acionados para atender a ocorrência, ao ser abordado, Cristian se apresentou como “um dos irmãos Cravinhos”. Ao saber que seria levado para a delegacia, teria oferecido R$ 1 mil e dito que o irmão, Daniel, viajaria de São Paulo para entregar mais R$ 2 mil.

De acordo com um dos policais que esteve no local, Cristian também cogitou vender a moto para dividir o valor com os oficiais. Uma pessoa que estava no bar, e pediu para não ser identificada, contou que viu as agressões de Cravinhos contra a mulher.

Regime aberto

Na época do assassinato do casal von Richthofen, em 2002, o irmão de Cristian, Daniel Cravinhos, era namorado de Suzane. O trio planejou e assassinou Manfred e Marísia Richthofen na casa da família, na Zona Sul de São Paulo. Os pais de Suzane eram contra o namoro da filha com Daniel.

Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos foram submetidos a júri popular em 2006. Cristian foi condenado a 38 anos e seis meses em regime fechado, mas deixou a penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé (SP), em agosto de 2017, após ser autorizado pela Justiça a cumprir o restante de sua pena em regime aberto. A decisão foi da Vara de Execuções Criminais de Taubaté.

Daniel Cravinhos foi condenado a 39 anos e seis meses de prisão em regime fechado, mas também conseguiu o mesmo benefício em janeiro deste ano, quando deixou a penitenciária em Tremembé para cumprir o restante da pena em liberdade.

Suzane von Richthofen também foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão, além de multa. Em janeiro deste ano, ela obteve parecer favorável para cumprir o restante da pena em liberdade, assim como os irmãos Cravinhos. A defesa dela pleiteia o regime aberto desde junho do ano passado.

Os irmãos Cristian (esq.) e Daniel Cravinhos, em foto de 23 de janeiro de 2006 (Foto: Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Os irmãos Cristian (esq.) e Daniel Cravinhos, em foto de 23 de janeiro de 2006 (Foto: Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo/Arquivo)

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