Preço de legumes, hortaliças e frutas ainda está alto em Volta Redonda, RJ – A Gazeta

Preço de legumes, hortaliças e frutas ainda está alto em Volta Redonda, RJ

Mesmo após o fim da greve dos caminhoneiros, gerentes de supermercados afirmaram que ainda não conseguiram normalizar os estoques. E mais: os preços de alguns produtos ainda estão mais elevados, se comparados ao período que antecedeu o movimento grevista. Um dos exemplos é foi o tomate, que chegou a ser vendido até por R$ 17,00 o quilo, agora já pode ser encontrado a R$ 7,00. A cebola chegou até R$ 18, 00 o quilo, e agora caiu para R$ 10,00. O limão, que antes da greve custava R$ 1,99, pulou para R$ 10,00 esta semana.

Além dos preços altos, outra reclamação dos consumidores é com relação à qualidade dos produtos dos supermercados. Na feira, os fregueses afirmam que a qualidade e o valor das mercadorias estão melhores que nos mercados.

– Pedi para o meu marido comprar cebola e na hora de usar tive que jogar mais da metade no lixo porque estavam em péssimas condições. Decidi ir à feira para ver se encontrava cebolas melhores – contou Benedita de Andrade.

O feirante Nélio Batista relatou que teve prejuízo com as mercadorias durante a greve, que a entrega não normalizou e não tem previsão de datas para as entregas normalizem. De acordo com ele os consumidores reclamaram principalmente do preço do tomate. Nélio disse que não tinha opção, pois não tinha de onde comprar a mercadoria por um preço melhor.

Preço do quilo da batata ainda está alto (foto: Gabriela Borges)

– Notei que na feira a qualidade e o preço das mercadorias estão melhor que nos mercados que eu costumo ir. – comentou José Francisco.

Nos mercados os gerentes declararam que, embora os estoques estejam melhores que durantes os dias de greve, a situação ainda não normalizou. Alguns produtos estão com preços altos, mas a previsão é que normalizem assim que todas as mercadorias chegarem, o que deve acontecer até a próxima semana conforme disseram os gerentes.

– A qualidade de alguns produtos está péssima, o preço não está valendo à pena. A batata até está bonita, mas muito cara – comentou Maira Aparecida de Jesus.

O gerente de um dos estabelecimentos afirmou que cerca de 99% dos produtos já estão reestabelecidos, e que os menos perecíveis duraram mais nas prateleiras. Ele conta também que precisou buscar pão de outros fornecedores, visto que no mercado não tinha mais.

Em outro mercado o gerente informou que optou por esperar os preços dos fornecedores baixarem para comprar as mercadorias. Por esta razão não recebeu críticas com relação aos preços, mas que notou aumento no valor do quilo frango, que costumava ser R$ 2,99 e em poucas semanas subiu para R$ 5,38. O gerente disse que o reabastecimento deste mercado deve acontecer até este sábado (02)

– Vim fazer minhas compras do mês e me assustei. Só tem batata aqui – disse Jessica Silva, ao ver as prateleiras praticamente vazias.

Consumidores afirmam que qualidade dos produtos na feira ainda está melhor (Gabriela Borges)

 

Ceasa tem oferta quase normal  de alimentos, mas preço ainda é alto

A oferta de alimentos nas Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ) está quase normalizada, mas os preços de alguns produtos estão acima da média de antes da greve dos caminhoneiros. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação dos Comerciantes da Ceasa de Irajá e São Gonçalo, Waldir Lemos. As informações são da Agência brasil.

Segundo Lemos, já é possível encontrar todos os produtos nas duas principais centrais de abastecimento do Grande Rio, mas o volume de cada tipo de alimento ainda não está normal. Por isso, alguns preços estão inflacionados, como o saco de 50 quilos de batata-inglesa, cujo custo normalmente gira em torno de R$ 60, está saindo hoje (31) por R$ 150, informou Lemos.

Mesmo assim, o preço é mais baixo do que o registrado no auge da mobilização dos caminhoneiros, que superou os R$ 300 por saco de 50 quilos de batata. Em outros produtos, como banana e cenoura, a inflação é bem menor, em torno de R$ 10 acima do preço normal.

Lemos disse que a tendência amanhã é melhorar mais ainda e recomendou: “Não compre nada em excesso, só porque não tinha o produto e agora apareceu. Compre apenas o necessário para o fim de semana, porque semana que vem a tendência é já voltar tudo ao normal em questão de preço”.

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