Delegado encontra mulher que jogou feto no rio Paraíba do Sul em Barra Mansa, RJ

A Polícia Civil de Barra Mansa (90ª DP) investiga o caso de um feto encontrado no Rio Paraíba do Sul nessa sexta-feira (08), em Barra Mansa-RJ. Uma jovem, de 20 anos, que teve o nome preservado pela polícia, foi detida suspeita de provocar o aborto.

O fato de cerca de seis meses foi encontrado em um areal, onde há retirada de areia do rio, no bairro Ano Bom. A jovem foi localizada na Santa Casa, onde ela teria confessado que tomou medicamentos para provocar o aborto. A polícia acredita que o procedimento tenha sido feito em uma clínica clandestina. A suspeita veio porque o feto estava com o crânio perfurado e o colo do útero da mulher junto.

Segundo o delegado que investigado o caso, adjunto da 90ª DP, Antônio Furtado, um funcionário do areal pensou que fosse uma boneca. Ao notar que havia cordão umbilical, ele acionou a polícia.

– Após encontrar o feto, procuramos nos hospitais da cidade. Localizamos a jovem na Santa Casa. Ela negou, a princípio, que teria feito um aborto, mas acabou confessando o crime – contou Furtado.

O delegado contou ainda que a jovem disse que fez o aborto sozinha, em casa, no bairro Vista Alegre. “Ela disse que o bebê nasceu morto”, disse Furtado.

– Ela contou que enrolou o filho numa toalha vermelha e jogou a criança no rio. Eu não acreditei na história porque conversei com o médico e ele me disse que durante a curetagem encontrou resto de placenta e que a gravidez era compatível com sexto mês de gravidez – ressaltou.

Furtado contou ainda que o médico disse que a jovem poderia ter morrido. Precisou ser feita uma sutura (costura) em um ferimento no colo do útero da jovem. O delegado acredita que o aborto tenha sido praticado por outra pessoa. Um instrumento com uma espécie de agulha, matou a criança e provocou o ferimento no útero.

A polícia agora investiga também a existência de uma clínica clandestina de aborto na cidade. A jovem disse estar arrependida, desempregada e mãe solteira.

Ela declarou que estava arrependida e que teria agido em momento de desespero. Ela foi indiciada por crime de aborto, onde a pena pode chegar há 3 anos de prisão. Ela vai responder pelo crime em liberdade, já que não houve flagrante. O aborto foi praticado na terça-feira (05).

– Vamos investigar a existência dessa clínica clandestina de aborto. Quem tiver alguma informação poder entrar em contado com a delegacia de Barra Mansa.  Se ficar provado que foi a clínica clandestina que ajudou a jovem a fazer o aborto, o responsável pelo estabelecimento poder ser condenado a quatro anos de prisão – frisou Furtado.

 

Fonte: Sul Fluminense Online

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