Grávida morta em Paraibuna é sepultada no cemitério Paraíso em São José dos Campos, SP

O corpo de Leila dos Santos, 39 anos, que foi morta brutalmente e teve seu bebê arrancado do útero, foi sepultado nessa manhã (13)  no cemitério Paraíso, no Jardim Morumbi em São José dos Campos.

O corpo da grávida, queimado e com um corte na barriga, foi encontrado no dia 4 de julho próximo à Represa de Paraibuna por funcionários de uma balsa.

A vítima era usuária de droga e teria ido morar com M.T.G.R.V., de 34 anos, e N.D.L.P., de 22, após promessa de entregar o filho para o casal.

Eles viviam no bairro Novo Horizonte, na zona leste de São José dos Campos. Os dois suspeitos estão foragidos e ainda estariam com a criança retirada da vítima.

Os suspeitos foram identificados após a Polícia Civil receber informações que uma mulher foi ao cartório civil da cidade, também no dia 4 de abril, na tentativa de registrar um recém-nascido sem apresentação do DNV (Declaração de Nascido Vivo), documento médico que comprova quem pariu a criança.

A  falsa mãe chegou a ir até o posto de saúde da cidade na tentativa de obter o documento, mas desistiu quando soube que teria que passar por uma avaliação médica.

No dia seguinte (5), quando a notícia sobre a gestante morta saiu na imprensa, uma funcionária do posto de saúde contatou o cartório e relatou os fatos à polícia.

“Com imagens feitas por câmeras de segurança perto do cartório, identificamos uma das testemunhas que acompanhavam a suspeita. É uma mulher que morou em Paraibuna e por isso foi rapidamente reconhecida e chamada para prestar depoimento”, disse o delegado Raian Braga de Araújo.

Em depoimento à polícia, a mulher contou que tinha conhecimento que Leila havia prometido entregar o filho ao casal e que ela e um amigo foram chamados por M.T. para serem testemunhas no cartório civil.

Ela afirmou que só aceitou ser testemunha porque sabia que Leila iria doar a criança para o casal e não tinha conhecimento do crime.

A Justiça expediu mandado de prisão preventiva dos suspeitos na última quarta-feira (11).

A equipe de investigação fez diligências na casa de familiares de MT.G.R.V. e N.D.L.P, mas sem sucesso.

Nesta quinta-feira (12), os policiais investigavam uma nova pista do paradeiro dos suspeitos, mas até as 18h nenhum deles havia sido localizado.

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