Mulher suspeita de envolvimento em morte de PM em Paraisópolis depõe à polícia

Uma mulher suspeita de envolvimento na morte da soldado da Polícia Militar (MP) Juliane dos Santos Duarte prestou depoimento à Polícia Civil na noite desta sexta-feira (10).

A PM de 27 anos, que desapareceu na semana passada após ir a um bar na Favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no porta-malas de um carro na segunda (6).

Eliane Cristina Oliveira Figueiredo, conhecida como “Neguinha”, prestou depoimento no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi liberada na madrugada deste sábado (11). Ela negou qualquer participação no sequestro e no assassinato da policial.

Até agora, dois suspeitos estão presos temporariamente. Um deles é Felipe Oliveira da Silva, que aparece nas imagens de uma câmera de segurança dirigindo a moto da policial numa rua perto da Praça Panamericana. Ele disse em depoimento à polícia que aceitou levar a moto de Juliane para longe de Paraisópolis, mas negou qualquer participação no assassinato. “Sou inocente”, disse ao ser detido.

O outro preso é Everaldo da Silva Félix, conhecido como “Sem Fronteira”, que teria relação tráfico de drogas.

PM Juliane Santos Duarte, de 27 anos, desapareceu na favela de Paraisópolis (Foto: Reprodução/TV Globo)

PM Juliane Santos Duarte, de 27 anos, desapareceu na favela de Paraisópolis (Foto: Reprodução)

Buscas

Os investigadores estiveram na noite de sexta na favela atrás de novas pistas que possam ajudar a esclarecer o crime. Eles procuravam um homem que faria parte do grupo que levou a policial do bar. O suspeito, porém, não foi encontrado.

Na quinta (9), três testemunhas que estavam no bar onde Juliane foi sequestrada estiveram no DHPP para prestar depoimento. Elas voltaram a dizer que Juliane se apresentou como policial, e que sacou a arma ao saber que um celular tinha sumido.

Durante as buscas em Paraisópolis, os policiais encontraram quatro armas dentro de um barraco, que seria da mulher conhecida como “Neguinha”. Uma dessas armas tinha o brasão da PM, mas os investigadores disseram que a pistola é de um modelo diferente do usado por Juliane.

Os policiais também recolheram para análise pedaços de celulares e roupas de cama. Eles querem saber se a PM passou algum tempo lá antes de ser assassinada.

Reportagem Bruno Tavares

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