Caso Sérgio Bastos: Réus são condenados a mais de 101 anos de prisão no Fórum de Cruzeiro, SP

 

Redação – Os acusados da morte de Sérgio Valério Bastos, ocorrido no dia 11 de março de 2015, foram condenados juntos a 101 anos de prisão.

Os acusados estavam presos a mais de três anos esperando a decisão da Justiça, que aconteceu no dia 13 de julho.

A condenação foi assinada pelo Juiz da Comarca de Cruzeiro, Dr. Claudionor Antonio Contri Júnior,  mas somente agora nossa reportagem teve acesso aos documentos de condenação.

VITOR DIEGO ISIDORO – Foi condenado a 28 anos de reclusão em regime prisional inicial fechado, e pagamento de 12 dias-multa nos artigos 157, §3°. c.c Artigo 61. II,. C, ambos do Código Penal.

JÚLIA ALVES MARCELINO – Foi condenada a 23 anos e 04 meses de reclusão em regime prisional inicial fechado, e pagamento de 11 dias-multa nos artigos 157, §3°. c.c Artigo 65. II,. C, ambos do Código Penal.

SCARLET FERNANDA DA SILVA – Foi condenada a 23 anos e 04 meses de reclusão em regime prisional inicial fechado, e pagamento de 11 dias-multa nos artigos 157, §3°. c.c Artigo 61. II,. C, ambos do Código Penal.

D.F.M.C- Foi condenado a 27 anos e 02 meses de reclusão em regime prisional inicial fechado, e pagamento de 12 dias-multa nos artigos 157, §3°. c.c Artigo 61. II,. C, ambos do Código Penal.

Ambos os acusados tem direito a revisão processual.

O crime:

O delegado Sandro Franqueira Ramos anunciou na tarde de ontem (24/03/15) a prisão de três suspeitos da morte de Sérgio Valério Bastos de 48 anos, (foto) ocorrido no dia 12 de março na estrada velha que liga Cruzeiro à Lavrinhas.

Segundo o delegado o crime foi caracterizado como latrocínio (roubo seguido de morte). Informações dão conta que Bastos teria conhecido uma moça de 19 anos, moradora da Vila Romana e que tem parentes em Pindamonhangaba, onde iniciaram um romance durante o carnaval.

A vítima teria trazido a acusada de Pindamonhangaba para Cruzeiro na noite dos fatos e teria deixado a mesma em uma casa localizada na Rua Moreira Cesar, onde a acusada reside.

Ao chegar ao local, Bastos foi surpreendido por duas pessoas que já estavam no local que o amarraram e amordaçaram.

O delegado alega que o filho da vítima, após saber do fato ocorrido teria dito que seu pai estava se relacionando com uma moça loira da cidade de Cruzeiro, apresentando uma foto da suposta acusada.

Com a foto em mãos, os investigadores da DIG de Cruzeiro foram a Pindamonhangaba no hotel onde a vítima estava hospedada e apresentaram ao porteiro, que disse que a vítima teria confiado em dizer que ele estaria tendo um caso com a acusada, e que na noite do dia 11 a acusada e a vítima foram vistos no hotel.

Com isso o delegado e os investigadores ligando os fatos, mapearam o local onde o carro foi encontrado, já que o mesmo tinha rastreador, onde constou que na noite do ocorrido ele teria ficado na Vila Romana por mais de uma hora.

Foi expedido o mandado de busca na residência dos acusados, onde a Polícia Civil logrou êxito em achar a aliança da vítima dentro da residência, confirmando assim a participação dos acusados.

Uma quarta pessoa foi ouvida pelo delegado Franqueira Ramos que em testemunho alegou ter visto a vítima na casa dos acusados, mas não teria participado do crime. Seguem as investigações para que a polícia feche o inquérito e encaminhe ao Ministério Público.

 

Fotos: Reprodução /Facebook

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