APAE de São Lourenço, MG inaugura Centro de Especialização em Reabilitação

Autoridades locais e regionais, secretários de saúde, Presidente do CONASEMS, marcaram presença na instituição para prestigiar este momento de suma importância para a sociedade. Com a habilitação do Centro Especializado em Reabilitação em maio de 2018 a instituição passou a atender os 24 municípios da microrregião de São Lourenço e ainda passará até o final de 2018 à acompanhar, solicitar, adquirir e dispensar órteses e próteses, hoje dispensadas no município de Varginha.

Nesta ocasião foi lançada também a primeira publicação do serviço apresentando fluxo de acesso e manual orientativo. Em sua fala o Presidente da APAE de São Lourenço Eduardo Gonçalves discorreu sobre o histórico de projetos realizados pela instituição e o caminho percorrido para a habilitação do serviço.

Já Mauro Junqueira Presidente do Conasems parabenizou a instituição pela relevância dos serviços prestados ao longo do tempo e destacou o protagonismo da gestão para o êxito das ações .

A Prefeita Célia Cavalcanti e também o Vereador e Presidente da Câmara Municipal Ricardo de Mattos parabenizam a APAE pelo reconhecimento e ampliação de sua missão junto a sociedade colocando a disposição o executivo e o legislativo respectivamente para apoio em suas empreitadas.

O Vice-Presidente Carlos Eduardo Silva (Kadu) fez a entrega oficial do primeiro exemplar do manual do serviço à coordenadora do CER Fernanda Carvalho Nogueira.

Além do elenco de patologias já passíveis de atendimento na instituição referente à deficiência intelectual a instituição passou à atender também:

DEFICIÊNCIA FÍSICA

Definição: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, neurológica e/ou sensorial, apresentando-se sob a forma de plegias, paresias, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para odesempenho de funções (Decreto nº 5.296/04, art. 5º, §1º, I, “a”, c/c Decreto nº 3.298/99, art. 4º, I).

1.a) Neuroreabilitação Adulto

Critérios de Elegibilidade do Setor de Neuroreabilitação Adulto:

Pessoas com disfunções neurológicas que apresentam sequelas motoras e funcionais:

– Sequelas do Trauma,

– Paralisia Cerebral (PC),

– Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE),

– Trauma Raqui-Medular (TRM),

– Doença de Parkinson (DP),

– Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA),

– Esclerose Múltipla (EM),

– Acidente Vascular Encefálico (AVE);

– Patologias Nervosas Periféricas;

– Indivíduos com sequelas neurofuncionais de outras patologias e disfunções como: HIV, distrofias musculares, tumores.

1.b) Reabilitação Pediátrica

Critérios de Elegibilidade do Setor de Reabilitação Pediátrica:

Pessoas com disfunções neurológicas que apresentam sequelas motoras e funcionais:

– Paralisia Cerebral (PC);

– Mielomeningocele;

– Lesão Encefálica;

– Lesão Medular;

– Doenças neuromusculares.

– Síndrome de Down.

– Síndromes.

– Doenças Metabolicas.

Lesão Medular

De acordo com as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular/ Ministério da Saúde (2012), considera-se lesão medular, como sendo qualquer acometimento aos componentes do canal medular (medula, cone medular e cauda equina), podendo acarretar alterações de ordens motoras, sensitivas, autonômicas e psicoafetivas. Os pacientes serão classificados por meio do CID 10 e CIF, objetivando a verificação do estado de saúde, como doenças, distúrbios, lesões, entre outros (CID 10), bem como a funcionalidade e a incapacidade, associadas ao estado de saúde (CIF).

Aspectos Clínicos: Diagnóstico médico de quadro clínico estável;

Classificação:

– Paraplegia- perda total das funções motoras dos membros inferiores;

– Paraparesia – perda parcial das funções motoras dos membros inferiores;

– Monoplegia- perda total das funções motoras de um só membro (inferior ou superior);

– Monoparesia- perda parcial das funções motoras de um só membro (inferior ou superior);

– Hemiplegia- perda total das funções motoras de um lado do corpo (esquerdo ou direito);

– Hemiparesia- perda parcial das funções motoras de um lado do corpo (esquerdo ou direito);

– Tetraplegia – perda total das funções motoras dos membros inferiores e superiores;

– Tetraparesia- perda parcial das funções motoras dos membros inferiores e superiores;

– Triplegia – perda total das funções motoras em três membros.

Os serviços são regulados nas áreas de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina (Neurologista e Ortopedista),

Nutrição, Psicologia e Terapia Ocupacional.

Saiba mais:

O CER é um dos componentes da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, sendo necessária a articulação de fluxos coma atenção básica, atenção especializada em reabilitação física e intelectual e a atenção hospitalar de urgência e emergência, o que temos feito já desde a sua habilitação.

Para isso, o fluxo de acolhimento aos pacientes com deficiência no CER II será determinado conjuntamente com os municípios pactuados, considerando a lógica de funcionamento da rede.

Buscando facilitar este acolhimento inicial, propomos a utilização de formulários de encaminhamentos conforme já disponibilizados à toda a rede municipal e região a serem preenchidos pelo médico da Unidade de Saúde. Este formulário é o instrumento através do qual a atenção básica fará a referência á APAE / CER II. Para a classificação dos pacientes com deficiência, será utilizado a Classificação Internacional de Doenças Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) e o Código Internacional de Funcionalidades, Incapacidade e Saúde (CIF).

O ingresso do usuário se dará através do encaminhamento da Unidade de Saúde, da rede hospitalar e/ou instituições como APAES, CRAS, CAPS, entre outras, através da Atenção Básica do município de origem do usuário, por meio do preenchimento do formulário específico, de acordo com o tipo de deficiência, física ou intelectual. Neste encaminhamento devem constar os dados dos usuários, o diagnóstico clínico e as demais informações pertinentes, que justifiquem a entrada do usuário na APAE/CER II. Uma vez iniciado este processo de encaminhamento, a Secretaria Municipal de Saúde do Município de origem do usuário encaminhará para a Junta Reguladora do município que verificará se o caso respeita os protocolos, e em caso positivo, será efetuado o agendamento do usuário para a APAE/CER II.

Ressalta-se que é imprescindível o correto e completo preenchimento do formulário de encaminhamento, com a adequada documentação anexa.

A equipe não estará autorizada a realizar o atendimento caso o encaminhamento não respeite os protocolos da APAE/CER II, em caso contrário o paciente será referenciado aos serviços do município de origem (Anexo – Contra – Referência ).

Após a seleção realizada pela regulação, o usuário será acolhido conforme o fluxograma divulgado também à rede. Neste momento inicial será realizada triagem com a equipe multiprofissional, a fim de determinar as avaliações específicas para definição diagnóstica e construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS). Em seu plano terapêutico, o usuário poderá receber atendimentos em mais de uma especialidade. Para que o usuário seja atendido faz-se necessário a presença de um acompanhante durante o atendimento. No caso do paciente ser menor de idade, a presença do responsável legal durante o período de avaliação é imprescindível. Após o inicio das terapias, outro cuidador maior de idade poderá acompanhar este paciente, desde que devidamente documentado. Em caso de mudança de acompanhante a equipe deverá ser comunicada. Será necessário a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE .Posteriormente a inserção no programa e PTS definido, o usuário/ responsável assinará o termo de compromisso e ciência, com todas as regulamentações e critérios para a permanência no serviço, em duas vias, uma para o usuário e outra para o serviço.

ATENDIMENTOS OFERECIDOS:

• Triagem inicial: esta será realizada por dois ou três profissionais do serviço. Serão avaliados critérios específicos por área, para direcionar as possíveis avaliações e atendimentos subsequentes;

• Avaliação especializada: consulta médica, em fisioterapia, em psicologia, em fonoaudiologia, em terapia ocupacional, em enfermagem, neurologia,
Urologia e ortopedia, duração de 30 minutos, com retornos e/ou acompanhamento nos casos indicados;

• Atendimento individualizado: será realizado segundo PTS, com duração de no máximo 30 minutos, podendo ser realizada até duas vezes por semana;

• Atendimento em grupo: os mesmos serão realizados com no máximo até 15 usuários, uma vez por mês com a duração de 40 minutos;

• Atendimento familiar: este poderá ser em grupo ou individual, conforme a demanda, visa orientar e auxiliar os familiares no processo terapêutico.

MODALIDADE DE ENQUADRAMENTO :

•Enquadramento experimental: indicado quando a equipe tem dúvidas quanto ao diagnóstico e prognóstico do paciente. O enquadramento funciona como um período de experiência e tem duração de até 3 meses. Não é necessário que seja realizado por todas as especialidades. Estes  casos deverão ser monitorados e ao final dos três meses serão rediscutidos em reuniões de equipe, para definição de conduta terapêutica, sendo proposta alta ou manutenção no tratamento. Neste caso, será indicado novo enquadramento;

• Enquadramento curto período: indicado quando existe uma demanda específica a ser trabalhada com o paciente. Duração de 3 a 6 meses. Serão realizadas reavaliações neste período e rediscussão em reunião de equipe.

• Enquadramento individual: indicado quando existe demanda de objetivos funcionais. Duração de 6 a 12 meses. Serão realizadas reavaliações neste período em reunião de equipe e modificações no PTS, se necessário.

• Orientação individual: procedimento de rotina em todas as especialidades com a finalidade de passar as informações necessárias para o paciente/família.

• Orientação coletiva: procedimento possivelmente comum a todas as especialidades, realizado com a finalidade de repassar informações necessárias para grupos de pacientes e/ou família. Duração máxima de 12 encontros. Serão estruturados conforme demanda.

• Não enquadramento: o não enquadramento acontecerá quando o paciente não preencher os critérios de inclusão no serviço.

CRITÉRIOS DE NÃO ENQUADRAMENTO :

• O usuário que estiver sendo atendido por outro serviço especializado da rede, caso opte por permanecer no CER deverá se desligar do outro serviço. Após assinar o TCLE afirma sua contratação com o CER. A APAE/CER II não se responsabiliza pela manutenção ou reinserção na vaga de outro serviço, após finalizar a modalidade de enquadramento oferecida pelo serviço;

• A mesma regra supracitada vale para os pacientes que são atendidos por outros profissionais que não estejam vinculados ao CER. O usuário deverá optar pela conduta terapêutica de um dos profissionais, evitando choque de conduta; R o usuário não pode estar vinculado a dois serviços pelo SUS;

• Quanto à deficiência intelectual, usuário que estiver entre 0 a 12 anos será preferencialmente enquadrado no serviço. O paciente que não apresentar este critério de idade terá seu caso discutido em equipe multidisciplinar e sua permanência dependerá dos objetivos a serem atingidos dentro do prazo limite do programa;

• Usuário menor de idade sem a possibilidade de um responsável adulto que o acompanhe em todas as consultas;

• Usuário que não tiver possibilidade de frequentar as terapias no período oferecido terá a opção de outro turno, desde que haja os profissionais nos dois turnos;

• Pacientes com instabilidade hemodinâmica e/ou neurológica. Considerando os padrões normais:

EXAMES COM PLEMENTARES:

Caso o usuário necessite de algum exame complementar prescrito pelos médicos da APAE/CER II, este deve retornar ao seu município de origem, o qual deverá se responsabilizar pela execução do mesmo. O município de origem deverá realizar ou agendar também, quando necessário, o Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para realização de exames e atendimentos. O usuário poderá estar em terapia e aguardando o resultado de exames, bem como poderá retornar aos atendimentos assim que realizado o exame solicitado .

Para maiores informações: contato@apaesaolourenco.org.br ou cer@apaesaolourenco.org.br
(35) 3332 2560

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.