“Ligerinho” executado no bairro Conforto era do TCP e liderava tráfico na Vila Delgado em Barra Mansa, RJ

Alex de Souza Sales, de 35 anos, conhecido como “Ligeirinho”, morto a tiros na noite da última quarta-feira, era integrante da facção criminosa Terceiro Comando Puro e um dos líderes do tráfico na Vila Delgado, em Barra Mansa. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil.

A execução ocorreu no bairro Conforto, quando Ligeirinho estava dentro do carro com sua família: a esposa e três filhos. Uma moto emparelhou com o carro da vítima e fez diversos disparos. Alex morreu na hora e a criança mais nova, com um ano e nove meses, acabou ferida na cabeça, passou por cirurgia e estava fora de risco.

A ordem para execução de Alex, no entanto, ainda está sendo investigada. Por mais de uma vez este ano, a Polícia Civil prendeu integrantes do Comando Vermelho que estavam tentando se estabelecer em Barra Mansa. Da mesma maneira, Alex compartilhava a liderança no tráfico local com mais dois “frentes” na Vila Delgado. Um deles foi solto recentemente e outro é considerado foragido.

Uma disputa entre grupos rivais e até mesmo uma guerra interna não estão descartadas, mas um policial entrevistado ressaltou: “Seria leviano apontar uma causa para o assassinato agora”.

Além disso, Alex é o principal suspeito de ter matado o policial militar Sandrilei Moreira, de 39, em outubro de 2011, na casa da ex-mulher do PM, no bairro Ano Bom, em Barra Mansa. O PM, que era lotado no 37º BPM (Resende), foi assassinado durante a festa de aniversário de 18 anos da filha.

As investigações sobre a morte de Alex correm por conta da 93 DO (Volta Redonda).

Negócios de família

Um dos líderes do TCP na região, com atuação destacada ao lado de Alex na Vila Delgado está foragido e é procurado pela polícia. O homem é casado com uma das irmãs de Alex.

Da mesma forma, um dos gerentes do tráfico no local tem como companheira outra irmã do suspeito assassinado. Nas redes sociais, todos aparecem em festas e celebrações juntos.

 

Foto: Cedida pela Polícia Civil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.