Eleitores de São Luiz do Paraitinga, Piquete, Areias, Lagoinha, Cunha e Queluz que não compareceram ao cartório eleitoral para fazer o cadastro estão impedidos de votar

A decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (26), que rejeitou o pedido feito pelo PSB para liberar o voto aos eleitores sem cadastramento biométrico, mantém o cancelamento de 10.179 títulos nas seis cidades da região em que o procedimento era obrigatório.

Na região, até o último dia 9 de maio, eleitores de São Luiz do Paraitinga, Piquete, Areias, Lagoinha, Cunha e Queluz tinham que procurar o cartório eleitoral para fazer o cadastro. Em todo país, a decisão do Supremo cancelou ao menos 3,6 milhões de títulos – esses eleitores não poderão votar no próximo mês.

Os dados da região são do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). O cadastro da biometria, ferramenta que identifica o votante por meio de impressão digital, tornou-se obrigatório nessas seis cidades da região em outras de todo do país outubro de 2017.

É possível consultar a situação do seu título de eleitor no site do TSE. Nesta quinta (27), a plataforma passa por momentos de instabilidade, segundo o órgão.

Das cidade da região, a que teve mais títulos cancelados foi Cunha, sendo 3,8 mil cancelamentos, segundo o TRE. Em seguida aparece Piquete, com 2.207 títulos cancelados por falta de biometria. Em seguida está Queluz, com 1.705 eleitores que não regularizaram a situação e ,por isso, não poderão votar.

São Luiz do Paraitinga teve 1.188 cancelamentos e foi a quarta cidade com mais títulos cancelados. Areias tem 651 pessoas impedidas de votar por causa do cancelamento e em Lagoinha, 598.

A situação no caso dos cancelamentos só poderá revertida a partir do dia 5 de novembro. O eleitor que está na lista, impedido de votar nas eleições deste ano, terá uma segunda oportunidade para fazer a biometria obrigatória.

Pedido no STF

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal para que estes eleitores fossem liberados para votar. Na quarta, por 7 votos a 2, o STF manteve a proibição alegando medida não fere a Constituição.

Segundo consta em peça do processo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a revisão eleitoral no período compreendido entre as eleições 2016 e 2018 resultou no cancelamento de 3.368.447 de títulos por não comparecimento.

Foto: Juliane Peixinho

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