Ações de fiscalização contra pesca ilegal são reforçadas em Paraíba do Sul, RJ

No mês de novembro, começa a piracema, período em que muitas espécies de peixes nadam contra a correnteza dos rios para se reproduzirem.

É nessa época, que vai até o dia 28 de fevereiro, que se inicia o defeso dos peixes.

Ou seja, a proibição da pesca nas águas continentais de todo o país. Em Paraíba do Sul, já começou o trabalho de fiscalização contra a pesca ilegal no rio que tem o mesmo nome da cidade.

Os agentes da Guarda Fluvial, que patrulham o rio, recolhem o lixo, que fica retido nas margens pela vegetação.

Mas o que estão procurando mesmo está submerso: redes de pesca, como por exemplo, uma que eles encontraram próximo ao bairro Liberdade, um dos mais populosos da cidade.

Ela é um vestígio da ilegalidade. Apesar de proibida, acontece até mesmo durante o defeso, período em que é vetado qualquer tipo de pesca.

“No ano passado foram retiradas em torno de 230, 235 redes. Sendo que, uma faixa de 20% dessas redes foi encontrada no período de defeso”, disse o guarda fluvial, Cláudio Trindade.

As patrulhas são diárias e se intensificam a partir de outubro, mês que antecede a piracema. É nessa época do ano, que muitas espécies de peixes nadam contra a correnteza para se reproduzirem.

O Rio Paraíba do Sul passa por 184 cidades, em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Aqui na região, um dos maiores trechos fica em Paraíba do Sul, que leva o mesmo nome do rio. Só na cidade, ele percorre 38 km. Um desafio para quem precisa fiscalizar a pesca ilegal.

“Na medida que a gente vai recebendo as denúncias, a gente monta um esquema de patrulhamento para poder ir atentendo à demanda, de acordo com aquilo que nos é passado por populares”, explicou Come Geovanne, comandante da Guarda Municipal.

Foto: Reprodução

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