Candidato de Volta Redonda, RJ propõe chibata para punir políticos corruptos

O voltarredondense Valmir de Almeida, militante do movimento negro, conselheiro de honra do Conselho Estadual dos Direitos do Negro e ex-vice-presidente do Conselho de Promoção da Igualdade racial em Barra Mansa, apresentou uma proposta inusitada em uma rede social: a punição a agentes públicos condenados por corrupção com chibatadas aplicadas em praça pública.  Segundo ele, que é e candidato a deputado estadual, a ideia não é causar ferimentos graves,  mas envergonhar o culpado.

— É uma proposta simbólica. Sei que parece um retorno à Idade Média, mas não adianta tentar aplicar no Brasil o que a Suíça fez. São realidades diferentes, culturas diferentes. Vejo muitos candidatos propondo o combate à corrupção, mas não vejo uma proposta concreta. Esta é uma proposta real, a ser feita através de projeto de lei de iniciativa popular, como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa. Ela passaria pela fase de abaixo-assinado virtual e físico e depois passaria pelo Congresso. O Brasil precisaria explicar a seus parceiros internacionais que não está retornando à barbárie, apenas tomando uma atitude dura e temporária (por vinte anos) contra a corrupção — afirma Valmir.

O candidato afirma que a imagem de corruptos sendo chicoteados em praça pública, além de criar uma mancha na imagem do culpado, serviria como fator intimidatório.

— Seria uma forma de reconciliação entre o povo e o parlamento. Precisamos de um choque moral no país. Conforme disse o ministro Barroso, do STF, “há pessoas que roubam, pretendem continuar a roubar e não querem ser investigadas”. É preciso que os parlamentares que serão eleitos neste domingo assumam seus cargos imbuídos de espírito público e decidam não apenas não roubarem, mas implantarem a Lei da Chibata como forma de explicitar a renovação no país — declara o candidato.

Valmir, que faz campanhas políticas há 30 anos sem nunca ter tido acesso, segundo ele, a “um centavo que seja de verba partidária”, diz que, de todas as reformas de que o país precisa, a mais importante é nas mentalidades dos políticos e da população.

— As pessoas  falam em reforma política, previdenciária, trabalhista, partidária, mas principal reforma é a moral. Temos que gerar honradez, patriotismo e seriedade nas pessoas — conclui.


Valmir admite que sua proposta é radical, mas acredita que chibatadas vão deixar agentes públicos temerosos da humilhação


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