Professora de escola pública de Itatiaia, RJ relata os desafios e as responsabilidades de exercer a profissão mais importante do país

Educar. Uma palavra que parece simples de ser pronunciada, mas tão complexa em sua prática, que de geração em geração, ganha novos significados, sentidos e formas. Desde os espaços de aprendizagem, que sofrem constante mutação, até a chegada do auxílio de novas tecnologias voltadas para o ensino.

Em meio a este cenário, a figura do professor: o condutor das inspirações daqueles que anseiam aprender, e que absorvem as frustrações da profissão com garra e ideologia. A missão não é simples, ser um reflexo positivo na transformação da sociedade.

O próximo dia 15, data que marca o trabalho das pessoas que se preocupam com a construção dos saberes e oferece alicerce para todas as outras profissões, pode até ser lembrado com certa timidez, mas vale lembrar que cada esforço dentro e fora da sala de aula é parte das comemorações de todos os dias. Mesmo que os números sejam desestimulantes.

No Brasil, de acordo com os indicadores de fluxo escolar na educação básica, divulgados no ano passado, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o nono ano do ensino fundamental, tem a terceira maior taxa de evasão, com 7,7% dos jovens abandonando a sala de aula.

No Município de Itatiaia, as ações voltadas para a educação desenvolvem estratégias para reter os estudantes dentro do universo escolar. Atualmente a região possui 21 unidades escolares composta por uma rede integrada de mais de 360 professores atendendo a demanda de formação educacional da creche ao ensino fundamental.

Com pelo menos 40 anos dedicados ao magistério, Maria Izete de Moura, é uma das mais reconhecidas professoras do Município. Responsável pela formação de muitas das pessoas que se desenvolveram dentro e fora da cidade, ela conta os desafios de lecionar para as novas gerações.

–Trabalho por amor. Hoje é bem mais difícil atrair a atenção dos jovens para a educação. Eles são mais dispersos. Lembro da época em que os pais eram mais presentes, existia um respeito à profissão do mestre. Mesmo assim, precisamos continuar com a nossa missão – diz a docente.

E outro mestre, já citou há algum tempo: “Educar a mente sem educar o coração, não é educação.” A citação filosófica de Aristóteles, sugere a transformação humana por meio do conhecimento, no ato de aprender educando. Modelo que pode servir de exemplo, em tempos onde a educação é tão fundamental.

Crédito texto: Bruno Barreto.

Crédito imagem: Ariane Alves

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