Operação do Gaeco investiga desvio de verbas públicas na Câmara de Potim, SP

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, cumpre nove mandados de busca e apreensão em Potim e Guaratinguetá na manhã desta segunda-feira (11). As ações fazem parte de uma operação que apura desvios de recursos públicos da Câmara de Potim.

A operação Endosso Final investiga o desvio de verba pública para o pagamento de contas particulares de servidores do legislativo de Potim.

Segundo o Ministério Público, os investigados adulteravam os beneficiários em boletos, autenticações de guias e faziam pagamentos de contas particulares, além de depósitos e descontos de cheques em caixa. A investigação constatou ainda depósito bancário na conta de servidores do legislativo.

Operação do Gaeco investiga desvio de verbas públicas na Câmara de Potim — Foto: Arquivo Pessoal

Operação do Gaeco investiga desvio de verbas públicas na Câmara de Potim — Foto: Arquivo Pessoal

Os valores desviados faziam parte dos fundos da Câmara que deveriam ser usados para pagamentos de guias do INSS, FGTS e IRRF. O montante desviado nas ações não foi divulgado.

A operação começou no início desta manhã e conta com o apoio de promotores de Justiça, fiscais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, além de policias militares do 2º Batalhão de Choque da Capital. Entre os alvos da ação estão as sedes da Prefeitura e da Câmara de Potim.

A Prefeitura de Potim informou que desconfiou do esquema depois de um desconto de R$ 48 mil do fundo de participação em verba compartilhada entre o executivo e o legislativo. A Câmara foi acionada à época, em dezembro de 2018, e começou uma investigação.

A Câmara informou que apurou o caso e descobriu que o desvio havia sido feito por um servidor que atuava como diretor no legislativo. Ele teria descontado os três cheques de forma indevida, dois deles de R$ 20 mil. Ele foi exonerado ainda em dezembro, segundo a Câmara.

A apuração do Ministério Público, no entanto, não se restringe apenas ao montante informado pela Câmara ou a um único servidor. A investigação apontou o funcionário exonerado como parte do esquema, mas há suspeita de que mais funcionários, incluindo servidores da prefeitura, participassem das irregularidades. O montante desviado pode chegar a R$ 200 mil.

Operação do Gaeco investiga desvio de verbas públicas na Câmara de Potim — Foto: Arquivo Pessoal

Operação do Gaeco investiga desvio de verbas públicas na Câmara de Potim — Foto: Arquivo Pessoal

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