Incêndio atinge prédio da prefeitura de Virgínia, MG e destrói salas e arquivos

O prédio da Prefeitura de Virgínia (MG) foi atingido por um incêndio no final da noite desta terça-feira (30).

O vigia do local disse aos militares do Corpo de Bombeiros que as chamas começaram no arquivo morto e se alastraram.

Segundo os bombeiros, foram atingidos um banheiro e outras oito salas, como almoxarifado, tesouraria, contabilidade e recursos humanos.

O prefeito da cidade, Carlos Eduardo Costa Negreiros (MDB), informou que as chamas destruíram todos os documentos da prefeitura, de funcionários ativos, além dos computadores e o arquivo morto, com datas de até 1911. A frota de carros do município foi removida do local a tempo.

Fogo destruiu prédio da Prefeitura de Virgínia (MG) — Foto: Ricardo Pelegrini

Fogo destruiu prédio da Prefeitura de Virgínia (MG) — Foto: Ricardo Pelegrini

O prédio é uma antiga escola e havia passado por reformas há cerca de dois anos. As paredes e parte do telhado foram atingidas pelo fogo. As condições de toda a construção devem ser avaliadas.

Moradores ajudaram a controlar as chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros de São Lourenço, que fica a cerca de 40 quilômetros da cidade. “Muitas chamas, volume de papel, madeira, muito grande”, explicou o sargento Nestor Edmilson. Foram usados 30 mil litros de água no combate às chamas

Na manhã desta quarta-feira (31), os militares trabalharam no rescaldo. A perícia da Polícia Civil esteve no local e deve investigar as causas do incêndio.

Prefeitura de Virgínia (MG) pegou fogo na noite desta terça-feira (31) — Foto: Ricardo Pelegrini

Prefeitura de Virgínia (MG) pegou fogo na noite desta terça-feira (31) — Foto: Ricardo Pelegrini

Prejuízos

Segundo o prefeito, tudo foi perdido. Ele estava em Belo Horizonte e voltou ao município quando soube do caso.

“Praticamente perdeu 100%. Não tem nada para ser recuperado. Além do prejuízo material, que a gente não consegue ter o valor hoje, tem o prejuízo histórico dos documentos e tem o prejuízo dos documentos dos funcionários, da prefeitura, processos licitatórios, tudo”, detalhou Carlos Eduardo.

Ainda segundo o prefeito, será investigada a possibilidade do incêndio ter sido criminoso. “O incêndio começou no arquivo morto. Tem indícios de incêndio criminoso, a gente achou caixas de fósforo. Mas não tem nada provado, estamos esperando a polícia”.

O atendimento administrativo ao público foi suspenso e os setores foram levados temporariamente a uma Unidade Básica de Saúde. A previsão é que a partir de segunda-feira o atendimento volte ao normal. Serviços de saúde e transporte seguem normalmente.