PF prende ex-secretária da prefeitura de Ilhabela, SP na operação ‘Círculo Vicioso’

A ex-secretária da secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica da Prefeitura de Ilhabela, Juliana Louro, foi uma das 21 pessoas presas temporariamente na operação ‘Círculo Vicioso’, deflagrada na manha desta quinta (22), pela Polícia Federal.

A ordem de prisão temporária de Juliana Louro foi dada pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara da Justiça Federal de Santos. Ela deverá ficar cinco dias em prisão temporária. Ainda não há informações sobre qual seria seu possível envolvimento nas irregularidades.

A Operação Círculo Vicioso, feita pela PF com apoio da Controladoria Geral da União e do Ministério Público Federal, serve como segunda fase da Operação Tritão, e cumpre pedidos em seis cidades de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e uma do Ceará, com um ex-deputado entre os alvos. “Foram expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal de Santos 21 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, Ilhabela, Bragança Paulista, Serra Negra, Duque de Caxias (RJ) e Fortaleza (CE)”, diz comunicado da PF.

A ex-secretária foi detida no início da manhã e encaminhada até a sede da Polícia Federal em São Sebastião.

CIRCULO VICIOSO 

A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (22) uma operação para cumprir 21 mandados de prisão contra fraudes de licitações na Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp, responsável pelo Porto de Santos. Existem mandados de busca e apreensão expedidos em Ilhabela e Bragança Paulista.

De acordo com a investigação, a estimativa é que os prejuízos à Codesp cheguem à casa dos R$ 100 milhões.

Um dos alvos da Círculo Vicioso é o ex-deputado federal Marcelo Squassoni. A 5ª Vara da Justiça Federal de Santos expediu ordens de prisão temporária e de busca e apreensão contra o ex-parlamentar.

“Com base em elementos de prova obtidos quando da deflagração da Operação Tritão, depoimentos prestados em sede de colaboração premiada e diante de informações fornecidas por membros da atual Diretoria da Codesp, a Polícia Federal conseguiu comprovar as fraudes inicialmente investigadas, além de outras que permaneceram sendo executadas mesmo após a prisão de alguns membros da organização criminosa”, diz a nota da PF.

Os investigados devem responder por crimes de organização criminosa, associação criminosa, fraude a licitações e corrupção ativa e passiva.


Foto: Divulgação

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