Ministério Público bloqueia bens de prefeito de Paraty, Sindpass e Colitur

Cidades – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu o bloqueio dos bens do atual Prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda (PT), conhecido como “Casé”; do ex-secretário de Transportes, Ronaldo Freire Carpinelli; e dos sócios da viação Colitur, Paulo Afonso de Paiva Arantes e Francisco José de Oliveira Rezende.

Tiveram também os bens tornados indisponíveis o ex-prefeito José Carlos Porto Neto e outros ocupantes da pasta responsável pelo transporte público: Waldecir Cunha Bastos e Rogério Amaral Gil, além do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindpass).

Segundo nota divulgada na página do MPRJ, o bloqueio está estimado em R$ 33 milhões para pagamento de multa e de danos às famílias das 15 vítimas do acidente com o ônibus da Colitur, em setembro de 2015, no acesso à Vila de Trindade, e pelo contrato da prefeitura com o Sindpass, que concedia o serviço de transporte à viação Colitur.

De acordo com o RJTV, tanto a prefeitura de Paraty quanto a Colitur disseram em nota que ainda não foram notificadas — confira as íntegras abaixo. A reportagem tentou contato com o Sindpass, que não atendeu as ligações até a publicação desta reportagem.

Posição da Prefeitura
“A Prefeitura de Paraty informa que não foi notificada oficialmente sobre a ação movida pelo Ministério Público e que vai se pronunciar no momento oportuno, reafirmando sua disposição de prestar ao MP todos os esclarecimentos necessários em relação à concessão do transporte coletivo.

A licitação para a contratação da empresa que irá fazer a modelagem da nova concessão está em fase de homologação, dentro do prazo, portanto, estipulado pelo MP.

A Prefeitura reitera ainda que apoia o pagamento de indenizações às vítimas do acidente em Trindade e que, por iniciativa própria, criou uma comissão de investigação específica para acompanhar a investigação das causas do acidente e acelerar o encaminhamento das indenizações devidas pela empresa.”

Nota da Colitur
“Na condição de advogados da empresa Colitur Transportes Rodoviários Ltda. fomos destacados pela Diretoria para atendermos a solicitação de V.Sª. Desconhecemos o processo e o teor da liminar, pois a Colitur sequer foi notificada e/ou noticiada de qualquer medida judicial, não havendo como a mesma se pronunciar. Sequer conhece a que se refere a medida judicial.

Se a ação tiver relação com o acidente de 06 de setembro de 2015, não tem a mais mínima consistência e é completamente despropositada, pois a Colitur firmou Termo de Ajustamento de Conduta com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e já celebrou acordo com mais de 40% das vítimas.

Ademais, prestou e vem prestando total assistência às vítimas que necessitaram e/ou necessitam de tratamento médico. Reservamo-nos, contudo, para maiores esclarecimentos quando tomarmos conhecimento do processo judicial e da alegada decisão liminar”.

Foto: Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.