Corpo do ex-governador Alberto Goldman é enterrado em SP

O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman foi enterrado na tarde desta segunda-feira (2) no Cemitério Israelita do Butantã, na Zona Oeste da capital paulista com a presença de parentes e amigos. O político, de 81 anos, morreu na tarde deste domingo (1º).

Vários políticos foram ao velório de Goldman que foi realizado na Assembleia Legislativa. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso(PSDB) disse que o ex-governador deixa um legado de seriedade. “Ele foi a vida toda um político, uma pessoa que se orientava pelo serviço ao povo. Foi uma pessoa de posições.” O ex-governador Geraldo Alckmin(PSDB) afirmou: “O Goldman sempre foi muito coerente na defesa da democracia, defesa do social, olhar pelos mais humildes e trabalhar para ter um país mais justo.”

Ele estava internado desde o dia 19 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês após passar mal e se submeter a uma cirurgia no cérebro.

Ele deixa esposa e dois filhos do atual casamento com Deuzeni Trisoglio, além de outros três do casamento com a artista plástica Sara Goldman.

Corpo do ex-governador de SP, Alberto Goldman, é velado na capital paulista

Segundo a assessoria de imprensa do político, ele foi ao hospital no dia 19 de agosto como parte do tratamento de um câncer neuroendócrino na região cervical. Goldman passou mal durante o exame e uma tomografia constatou sangramento no cérebro. Ele foi submetido a uma cirurgia no mesmo dia da internação, mas seu estado de saúde piorou e ele não resistiu.

Adversário do atual governador João Doria, ele foi expulso do PSDB pelo diretório municipal do partido por infidelidade partidária, no ano passado. Durante as eleições em que Doria concorreu ao cargo no Palácio dos Bandeirantes, Goldman apoiou o candidato Paulo Skaf (MDB) ao governo do estado. A Executiva Nacional do PSDB anulou a expulsão.

Foto de arquivo de dezembro de 2017 do ex- governador Alberto Goldman (PSDB) durante entrevista coletiva na sede do partido, em Brasília — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Trajetória

Alberto Goldman cursava engenharia, na Escola Politécnica da USP, quando começou a se interessar pela política. Ele tinha 19 anos quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Ele foi diretor do Centro Acadêmico da Poli e diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE).

Chegou a começar a fazer um curso de pós-graduação em Ciências Sociais na PUC, mas não terminou. Ele já estava trabalhando como engenheiro quando entrou para o MDB, que era o único partido da oposição durante o Regime Militar, que abrigava os militantes do PCB.

Goldman foi eleito deputado estadual duas vezes e presidiu a CPI sobre a invasão da PUC pela polícia em 1979.

No mesmo ano, com o fim do bi-partidarismo foi para o PMDB (atual MDB), saindo em 1985 para o recém legalizado Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Em 1987, ocupou a Secretaria Especial de Coordenação do governo Orestes Quércia. Dois anos depois, retornou ao PMDB.

Goldman foi deputado federal por seis mandatos e ministro dos Transportes do governo Itamar Franco.

Em 1997 rompeu com Quércia e foi para o PSDB. Em 2010, ele era vice-governador de São Paulo e assumiu como governador quando José Serra (PSDB) deixou o cargo para disputar a Presidência.

Ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, morre aos 81 anos

Ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, morre aos 81 anos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.