Funcionários dos Correios de três cidades do Sul do Rio de Janeiro aderem à greve nacional

Os funcionários dos Correios de pelo menos três cidades do Sul do Rio de Janeiro aderiram à greve nacional por tempo indeterminado na manhã desta quarta-feira (11). O serviço de entrega de encomendas foi paralisado em Paracambi e Volta Redonda. Em Paulo de Frontin, um carteiro aderiu à greve.

A reportagem entrou em contato com agências e centros de distribuição para fazer um balanço da paralisação na região. A reportagem não conseguiu contato com Paraty e Três Rios.

Na demais cidades, os funcionários trabalham normalmente nesta quarta-feira, não afetando o serviço de distribuição de correspondências.

Paralisação dos Correios é nacional — Foto: Edijan Del Santo/EPTV

Paralisação dos Correios é nacional — Foto: Edijan Del Santo

A paralisação foi decretada na noite de terça-feira (10), em assembleias realizadas em diferentes estados do país. A categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

O reajuste salarial com reposição da inflação do período é um dos principais pontos reivindicados pela categoria. No entanto, os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirmam que a greve é geral e todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram à greve.

“A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”, afirmou em nota a Findect.

“Mesmo com a mediação do TST, a empresa não recebe os representantes dos trabalhadores há mais de 40 dias e se nega a negociar, pois insiste em reduzir benefícios que rebaixariam ainda mais o salário da categoria, que já é o pior entre todas as estatais”, disse a Fentect.

O que diz a estatal

Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”.

A estatal ainda não divulgou balanço sobre os impactos da greve, mas fala em “paralisação parcial”. “O principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população”, disse a empresa.

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