Pré-candidaturas, alianças e trocas de partido agitam bastidores políticos em Volta Redonda, RJ

As movimentações políticas em preparação Às eleições de 2020 foram intensas em Volta Redonda nos últimos meses. Entre mudanças de partido, pré-candidaturas ventiladas e assumidas e alianças anunciadas, a população começa a conhecer o cenário para o pleito que definirá o prefeito e a Câmara Municipal no maior colégio eleitoral do Sul Fluminense. Na eleição majoritária, pelo menos seis nomes estão sendo cogitados para estar no páreo.

O atual prefeito Samuca Silva se movimenta para buscar a reeleição e foi para o PSDB, tendo como padrinho da mudança o governador de São Paulo João Dória. Depois de assumir a Secretaria-Geral do partido no estado, Samuca costurou um leque de alianças poucas vezes visto na política municipal. Em uma tacada só, o prefeito trouxe para seu lado três ex-adversários que enfrentou na eleição de 2016: Nelson Gonçalves, Rogério Loureiro e América Tereza. O trio assumiu postos chaves no governo municipal, que já tinha em seus quadros Paulo Baltazar, com quem Samuca disputou o segundo turno antes de assumir a prefeitura.

Ainda que não tenha manifestado publicamente a vontade de concorrer em 2020, o deputado federal Antônio Furtado teve o nome colocado “no bolo” pelo comando nacional do seu partido, o PSL. Em uma lista divulgada pelo partido com possíveis pré-candidatos a prefeituras de cidades do estado do Rio, constava o nome do delegado de Polícia Civil para concorrer em Volta Redonda. Além disso, Furtado também é o nome preferido para concorrer ao Palácio 17 de Julho entre alguns dos principais aliados do governador Wilson Witzel no Sul Fluminense. O deputado também concentra apoio dos movimentos de direita que apoiaram a eleição do presidente Jair Bolsonaro em 2018.

Em outro campo político, mais à esquerda, o Partido dos Trabalhadores fez uma eleição interna, que acabou em consenso para que a ex-deputada e ex-vice-prefeita Cida Diogo reassumisse o comando da legenda. Em entrevista ao DIÁRIO DO VALE, Cida ressaltou que o partido deverá ter um candidato à prefeitura no ano que vem e colocou o próprio nome como possível concorrente. Cida destacou que aposta em um desgaste natural do bloco político do presidente da República para que o PT possa ganhar novo fôlego.

Dois ex-vereadores também já disseram que podem abandonar a Câmara e concorrer a prefeitura no ano que vem. Washington Granato está em conversas adiantadas para ingressar no Solidariedade e afirmou a aliados próximos que estuda a disputa majoritária. Neste caso, pode recorrer a uma prática que usou no passado – quando também foi candidato a prefeito – e lançar o irmão, Júnior Granato, a vereador. O também vereador Sydney Dinho está no Patriotas e não deve mudar de partido, mas é outro que já demonstrou interesse em ser candidato a prefeito. Os rumores ganharam mais força recentemente, quando Dinho teve um encontro com Antônio Furtado. No entanto, ambos negaram ter falado sobre eleições. Além disso, neste sábado foi a vez do ex-prefeito Antônio Francisco Neto se filiar ao DEM e confirmar sua pré-candidatura.

Outro ponto que está ajudando a esquentar o clima nos bastidores da política local é a já tradicional montagem das nominatas de vereadores pelos partidos. Com as novas regras eleitorais em vigor, que encerraram as coligações, a corrida para fechar a chapa na corrida proporcional para a Câmara Municipal tem acirrado o clima na Casa. As sessões, que acontecem às segundas, terças e quintas-feiras estão cada vez mais “quentes”.


Foto: Pollyanna Moura

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